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Corregedor do TSE inclui ‘minuta do golpe’ em processo que investiga Bolsonaro

Última atualização: 18 de janeiro de 2023

Avança o cerco judicial a articuladores, financiadores e terroristas que promoveram e participaram da depredação das sedes do Palácio Nacional, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional (Câmara e Senado).

O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, determinou a inclusão da minuta “do golpe” encontrada na casa do ex-secretário e ex-ministro de Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres, no processo que investiga a conduta de Jair Bolsonaro ao atacar as urnas eletrônicas durante reunião que o então presidente convocou com embaixadores em julho do ano passado, às vésperas da eleição.

Gonçalves fez a solicitação da minuta de decreto do Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que determinou a prisão de Anderson Torres para investigar sua possível omissão e/ou responsabilidade pelos atentados terroristas.

No dia 8, Torres estava Orlando, nos Estados Unidos, passando férias com a família enquanto milhares de bolsonaristas não encontraram resistência das forças de segurança do Distrito Federal em defender os Três Poderes. A minuta foi juntada a um dos 16 processo em que Bolsonaro é alvo na Corte.

Em seu pedido, o ministro do TSE solicita a Moraes eventuais documentos recolhidos pela Polícia Federal na casa de Torres que envolvam o processo eleitoral de 2022, “em especial voltados para deslegitimação dos resultados” das urnas eletrônicas.

Em outra frente de investigação, a Procuradoria-Geral da República denunciou 39 pessoas acusadas de invasão e depredação da sede do Senado Federal durante os ataques de 8 de janeiro. Além dos pedidos de prisão, a PGR solicita o bloqueio de bens no valor de R$ 40 milhões para reparação dos danos públicos.

Autoridades estão traçando o caminho de ações golpistas por parte de apoiadores e de Bolsonaro que resultaram na tragédia histórica de ataque aos Três Poderes da República.

À minuta de decreto, determinando instauração de Estado de Defesa no TSE, soma-se o fato de Torres, ex-secretário de Segurança Pública do DF e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, ter viajado para Orlando, nos Estados Unidos, na véspera dos ataques, a desmobilização das forças de segurança do DF, mesmo quando autoridades sabiam do risco iminente.

Ao roteiro, também deve ser incluido o Projeto de Lei nº 2.858/22, apresentado em 24 de novembro de 2022, pelo deputado federal bolsonarista Major Vitor Hugo (PL-GO) propondo anistia, antecipadamente, para golpistas que atacaram as sedes dos Três Poderes da República.

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