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	<title>Arquivos Entrevistas - PT - Bahia</title>
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	<title>Arquivos Entrevistas - PT - Bahia</title>
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		<title>‘Nossa eleição aprofunda o ciclo de renovação do PT na Bahia’, afirma Tássio Brito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 12:27:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com trajetória construída nos movimentos sociais e estudantis, Tássio Brito assume a presidência do PT [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/nossa-eleicao-aprofunda-o-ciclo-de-renovacao-do-pt-na-bahia-afirma-tassio-brito/">‘Nossa eleição aprofunda o ciclo de renovação do PT na Bahia’, afirma Tássio Brito</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<article id="article">Com trajetória construída nos movimentos sociais e estudantis, Tássio Brito assume a presidência do PT na Bahia em setembro defendendo uma renovação que nasce das bases. Em entrevista exclusiva ao A TARDE, ele afirma que sua eleição representa o aprofundamento do ciclo de mudanças iniciado no partido em 2019. “A nossa renovação não vem dos herdeiros, mas da produção de novos quadros políticos nas nossas frentes de luta”, diz.</p>
<p>Na conversa, Tássio também fala sobre o desafio de manter a unidade interna após uma disputa acirrada, a relação com os partidos aliados e a importância da candidatura de Lula em 2026. Para ele, o PT precisa se reorganizar nos territórios para enfrentar a extrema direita e retomar o diálogo com a classe trabalhadora. “Temos que conseguir democratizar mais o nosso partido”, afirma. Saiba mais na entrevista a seguir.</p>
<p><strong>Você assume a presidência estadual do PT na Bahia com mais de 70% dos votos e respaldo da Executiva Nacional, em um processo que a direção do partido definiu como a consolidação de um ciclo de renovação iniciado nos últimos anos. Que diretrizes ou mudanças pretende implementar à frente do partido?</strong></p>
<p>A nossa eleição, de fato, é um processo de aprofundamento desse ciclo de renovação que o PT vem passando na Bahia desde 2019. Isso é fruto de uma compreensão de que nós precisamos dialogar com a nova realidade do mundo, com os novos atores e atrizes sociais. De que a gente precisa estar mais conectado com a nossa juventude, a nossa população. Muitas vezes a esquerda tem um pouco mais de dificuldade de fazer a renovação política, porque ela não se dá necessariamente através dos núcleos de poderes estabelecidos. Às vezes é o neto, o filho, e por aí vai. A nossa renovação, não. Ela se dá através da produção de novos quadros políticos nas nossas frentes de luta. Essa eleição é fruto desse processo. E os nossos desafios são organizar o partido para dar conta de enfrentar a conjuntura política atual. Nós temos que ter um partido cada vez mais organizado. Temos que conseguir democratizar mais o nosso partido e aprofundar o debate das pautas políticas que envolvem a classe trabalhadora. O desafio é estar conectado e seguir sendo referência daqueles e daquelas que lutam e acreditam por um mundo melhor. O partido tem que seguir sendo a referência de instrumento político para essas pessoas. É preciso consolidar cada vez mais o papel do PT enquanto instrumento de luta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Tarde &#8211; Você defende que o crescimento eleitoral do PT depende do fortalecimento da estrutura partidária em todo o estado. De que forma a nova direção pretende atuar junto aos diretórios municipais?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211;</strong> A gente fez uma campanha muito participativa e próxima dos nossos diretórios municipais. Nós sabemos que precisamos fortalecer ainda mais o elo entre a direção estadual e os diretórios municipais. A partir desse processo de escuta, várias sugestões surgiram e nós vamos implementá-las ao longo dessa gestão. Nós queremos territorializar o PT, criar nossos coletivos de dirigentes regionais. Queremos acompanhar o dia a dia da construção política de cada município porque isso muitas vezes é o que vai definir a qualidade da nossa atuação, por exemplo, no ano da eleição municipal. Nosso objetivo é conseguir formar esses colegiados territoriais, dar mais capilaridade às organizações setoriais do PT &#8211; mulheres, juventude, LGBT, combate ao racismo, que muitas vezes ficam mais em Salvador. Vamos capilarizar isso para o Estado, e isso tem a ver com a construção política da nossa identidade também. São esses os desafios que vamos levar à frente. E o desafio de melhorar a nossa comunicação com a sociedade, mas também investir na comunicação interna do PT. Entre os nossos dirigentes e a nossa base filiada para a gente conseguir ter unidade de pensamento político e de ação.</p>
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</div>
<p><strong>A Executiva Nacional do PT confirmou sua eleição após recursos da chapa ‘Partido Mais Forte’, que pediu a impugnação do resultado em cidades como Camaçari, Barro Preto e Itabuna, alegando irregularidades, como votos de eleitores mortos. Como o senhor avalia essas contestações e a decisão final do partido?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>Eu acho que a Executiva Nacional acertou. Na decisão, ela pede que a gente se debruce sobre os casos, apure e tome uma decisão com base no que apurar. Quem está de fora às vezes não sabe, mas quem está acompanhando o processo entende que tem a versão de um lado e a versão do outro. Então, é necessário que se forme uma comissão para entender se aquelas irregularidades de fato aconteceram. Se aconteceram, a gente tem que tomar uma atitude, porque não condiz com a forma como o PT se organiza. Mas acho que a direção nacional acertou em consolidar a votação e finalizar o PED (Processo de Eleição Direta). Mas nós precisamos ter esse compromisso de apurar, compreender o que aconteceu e, se for o caso, procurar os responsáveis para que respondam pelo que fizeram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sua eleição ocorreu em meio a uma disputa acirrada e foi alvo de críticas duras por parte de lideranças históricas do partido. Como você pretende conduzir a unidade interna do PT na Bahia após um processo marcado por tensões?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>Na verdade, o processo de construção da nossa candidatura já foi um processo de unidade muito grande no PT. A gente construiu essa candidatura a partir da percepção do senador Jaques Wagner de que esse processo de renovação deveria continuar em curso, e ele expressa isso num primeiro momento em relação à nossa candidatura. Antes mesmo de começar a eleição a gente já inicia um processo de entendimento e de unidade. A gente consegue o apoio de dez forças políticas, o apoio de toda a bancada federal do PT, da maioria absoluta da bancada estadual, a maioria dos prefeitos, dos vereadores, da direção, da executiva do partido. Na verdade, esse processo de unidade foi construído ao longo da campanha, e o resultado de 73%, que é bastante expressivo, mostra que o PT compreendeu essa busca. Agora, é claro que passado o processo de eleição, o PT não é 73 contra 27, o PT agora é 100%. Agora nós vamos dialogar, conversar e construir, porque todos nós somos companheiros. Diferente de uma eleição fora, que tem grupos que são adversários políticos, no PT não. No PT, são grupos de companheiros que às vezes fazem uma leitura política de como o partido deve caminhar. Um acha que é de um jeito, outro acha que é do outro. Mas, no final, com a militância escolhendo o caminho que ela quer, as correntes marcham juntas, porque o nosso principal objetivo é continuar fortalecendo o PT. E continuar sendo essa referência para os trabalhadores e trabalhadoras, continuar ganhando governos, ganhando quadros para o Legislativo, e mudando a vida das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Esse processo de entendimento já está em curso?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>Sim, já está em curso. Nós temos feito conversas com as diversas correntes políticas. E até posse, que deve acontecer no dia 13 de setembro, salvo alguma mudança, já queremos ter uma formatação de unidade de construção dessa próxima gestão, com todo mundo no mesmo barco e construindo o PT.</p>
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<p><strong>Você tem uma trajetória marcada pela militância estudantil, atuação em movimentos sociais como o MST e participação em campanhas eleitorais, como a do governador Jerônimo Rodrigues. De que forma essa experiência acumulada influencia sua visão sobre o papel do PT na Bahia hoje?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>Eu acho que ajuda muito. Todo mundo é fruto da sua trajetória. Ninguém já aparece sabendo de tudo, já vem com uma concepção pré-definida. As pessoas são frutos das suas construções políticas. Eu venho de uma construção política de base, do movimento estudantil. Por opção política, eu militei esse tempo inteiro próximo ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, que entendo ser um movimento muito importante na disputa democrática, não só pela reforma agrária, na própria disputa política do Brasil. O movimento estudantil do mesmo jeito, e isso define um pouco também o meu próprio perfil. Quando as pessoas perguntam, você vai fazer uma militância com a base? Eu vim da base, só estou aqui porque em um determinado momento a direção política do PT conseguiu enxergar na base alguém que estava construindo e que poderia integrar seus quadros. Essa é minha formação, a minha trajetória. Aí mais adiante na direção do partido, na coordenação da campanha do governador Jerônimo, é claro que isso lhe dá uma visão mais ampla do que significa cada espaço desse. Para ser dirigente de um partido você precisa compreender o que é a função de um partido, de um governo, o que é a função de um movimento social. Embora todos sejam aliados e façam parte da mesma engrenagem da luta social, de querer transformar, cada um joga o seu papel, cada um tem a sua forma de se movimentar, de agir e seus objetivos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O presidente Lula continua sendo a principal referência do PT e já deixou claro que pretende disputar a reeleição em 2026. Como você enxerga esse equilíbrio entre a força de Lula e a construção de novas referências políticas no PT?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>O presidente Lula é candidato no ano que vem pela extrema responsabilidade política que ele tem com o país. Eu não tenho dúvida que, se nós não tivéssemos vivendo esse período de ameaça da extrema direita, de ameaça de uma concepção política completamente controversa de assumir o poder no Brasil e que já vem crescendo no mundo, o presidente Lula seria o primeiro entusiasta de fazer um movimento de renovação política. Mas ele sabe que, no momento, a gente precisa dele, o país precisa dele, o PT, os partidos aliados, a classe trabalhadora precisa dele. A candidatura dele é essa confiança de que o processo democrático do Brasil vai seguir em curso. Eu sempre digo que a eleição do ano que vem é uma disputa entre a civilização e a barbárie. De um lado, têm aqueles que não acreditam na ciência, que são cheios de preconceitos, que são extremistas. De outro, aquele que consegue dialogar com amplos setores da sociedade e construir um país mais pacificado. Não foi fácil para Lula, por exemplo, convencer todo mundo de que (Geraldo) Alckmin seria o vice dele. Mas a compreensão política de que o Brasil precisava de uma grande unidade para enfrentar um perigo que era maior e que, portanto, todos os democratas tinham que estar alinhados, fez com que ele convencesse os partidos de esquerda e os próprios partidos mais moderados de que Alckmin deveria participar da coalizão. Portanto, a candidatura de Lula é uma imposição, vamos dizer assim, do contexto político que a gente está vivendo. E, óbvio, Lula é o maior quadro político que o PT já construiu. Na minha opinião, ele é a maior figura política do Brasil, respeitada no mundo inteiro, respeitada em todo canto que vai. E, para o Brasil, é uma honra ter Lula como presidente e candidato na próxima eleição.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Na sua avaliação, a ausência de um herdeiro político claro de Lula pode enfraquecer o PT em um cenário futuro sem a presença dele?<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>É sempre um desafio ter um processo político em que as pessoas consigam enxergar o futuro. Mas acho que isso não está em jogo hoje devido à conjuntura que nós estamos vivendo. O mundo político, a população, está mais preocupada hoje em manter esse projeto político a curto prazo, no caso da eleição do ano que vem. E aí depois pensar em uma transição, porque ela não é possível acontecer nesse momento. Não adianta a gente querer fazer uma transição no momento que a conjuntura não permite. Mas eu não tenho nenhuma dúvida de que, na cabeça de Lula, ele tem uma construção, assim como os dirigentes partidários do PT nacional, do PT na Bahia. Veja, em 2022, por exemplo, para dar um exemplo oposto. Em 2022, a gente tinha uma candidatura muito consolidada do senador Jaques Wagner. Ele seria candidato a governador e ganharia a eleição. Todo mundo sabia disso. Mas a gente tinha uma conjuntura que permitia pensar em fazer transição geracional, renovação de quadros, e o senador foi o principal fiador dessa política, porque ali cabia fazer isso. Mas também não tenho dúvida que se, na Bahia, fosse o mesmo cenário nacional, o senador não se furtaria a fazer a disputa para manter o projeto político que muda a vida das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Já se discute que uma chapa majoritária formada apenas por nomes do PT — com exceção da vice — em 2026 pode gerar insatisfação entre aliados, especialmente o PSD. Como o senhor avalia o papel do PT na construção dessa aliança e os limites da hegemonia petista dentro da base do governo?<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>Eu até estive ontem com o presidente do PSD, senador Otto Alencar, e tem duas coisas que são fundamentais nessa construção política de 2026. Primeiro, é a  convicção de que esse projeto político é coletivo. E, portanto, todas as decisões que a gente toma têm que ser fruto de um debate coletivo entre todos os partidos que compõem a aliança para que a gente possa marchar com unidade. A segunda é que só vale a pena essa aliança se todo mundo crescer. Veja, o PSD cresceu, o PP quando estava na nossa base cresceu, o MDB lá atrás, quando veio, cresceu, agora voltou a crescer de novo, o Avante é um partido que cresce, o PSB&#8230; Ou seja, todos os partidos que fazem parte da nossa coalizão de 2007 para cá, eles cresceram politicamente no número de prefeitos, no número de deputados, na representação política. Para nós isso é fundamental. É o que dá conforto dos partidos saberem que estão construindo um projeto de fato coletivo, porque todo mundo está conseguindo crescer politicamente e enxergar no projeto em curso as políticas públicas que nós queríamos fazer para mudar a vida das pessoas. É claro que cada partido pode ter a sua opinião num processo pré-eleitoral. O ministro Rui Costa dispensa comentários, foi governador durante oito anos, saiu muito bem avaliado, é ministro da principal pasta do governo Lula hoje, e faz um trabalho fundamental para o governo Lula ande hoje. Rui é o coordenador de todas as políticas que o governo Lula executa e, portanto, é totalmente credenciado para ser candidato ao Senado. Mas vamos analisar com os partidos, qual é a melhor estratégia para que esse projeto nosso siga em curso. Eu não tenho nenhuma dúvida que nós vamos chegar a uma decisão conjunta entre os partidos. Se vai ser a chapa com Rui, Wagner, quem vai ser, nós vamos montar essa chapa majoritária a partir do debate com todos os partidos políticos. E nós vamos até a exaustão do debate para que todo mundo siga junto. Não tenho nenhuma dúvida que nós vamos seguir juntos.</p>
<p><strong><br />
Pesquisas recentes mostraram que nomes do PT lideram a disputa pelas duas vagas ao Senado, enquanto, nos cenários testados para o governo da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto aparece à frente. Como o senhor interpreta esses resultados e que estratégias o partido deve adotar para manter o governo no estado em 2026?<br />
</strong><strong>Tássio Brito &#8211; </strong>Eu não nego pesquisas, mas não gosto de fazer avaliação política apenas em cima de pesquisa. Porque se a gente fizesse apenas em cima de pesquisa, nem Wagner seria governador, nem Rui seria governador, nem Jerônimo seria governador. Todos eles quando eram candidatos estavam em patamares ínfimos de números de pesquisa. O que ganha a eleição é a compreensão da população sobre o projeto político que está se colocando para dirigir a Bahia e a sintonia que ele tem com o povo. E o nosso projeto político, ao longo desses últimos 20 anos, é o que o povo tem identificado como o melhor para a Bahia. Eu sempre digo que tem duas coisas que fazem você perder a eleição &#8211; uma é achar que já ganhou, outra é achar que já perdeu. Quem acha que já ganhou não trabalha. Quem acha que já perdeu também não trabalha. Eu acho que o governador Jerônimo hoje está muito bem posicionado para disputar a reeleição. Ele é um governador que trabalha dia e noite, incansável. Passou a semana passada cinco dias em Juazeiro, montou um gabinete lá para atender todo aquele território. Hoje está em Barreiras, montou um gabinete lá para atender todo aquele território. Tem ousadia de ampliar investimentos. Jerônimo já construiu mais de 170 escolas de tempo integral, já construiu policlínicas, hospitais, estradas. A entrega do governo Jerônimo é muito robusta e a população sente isso. E eu rodei mais de 70 cidades em 58 dias nessa campanha agora do PT e o sentimento geral é de que o governador está muito bem posicionado para disputar a eleição. Claro, nós temos nossos problemas, nossos desafios, pontos para refletir, mas não temos dúvida que o governador está muito bem posicionado para disputar a eleição. Nós vamos para a eleição com o pé no chão, com humildade, com tranquilidade, mas vamos para ganhar.</p>
<p><strong><br />
Diante da tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros, o presidente Lula, cuja popularidade vinha caindo até mesmo no Nordeste, adotou um discurso de enfrentamento a um ‘inimigo externo’. Na sua avaliação, essa é uma estratégia eficaz para reagir à queda de popularidade e reposicionar o governo no debate público?<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>Primeiro, a gente tem que entender que não existe mais no Brasil ambiente para aqueles governos que tinham 80, 90% de aprovação. Ao longo dos últimos 15 anos, o Brasil se fraturou politicamente. Se fraturou através de valores ideológicos, valores morais, e isso faz com que parte da população se alinhe a um governo, não pelo governo em si, mas por um conjunto de valores que ela carrega e identifica. Ou as fake news constroem a imagem de tal governo daquele jeito, e ela se afasta. Portanto, não vamos ter mais aquele cenário do Lula 2, quando chegamos a 95% de aprovação. Por outro lado, é importante a gente ter em mente que a oposição faz campanha eleitoral da hora que acaba a eleição até a outra. Já o governo, não. O governo tem que governar. E o governo Lula pegou o país totalmente sucateado, abandonado. Voltamos para o mapa da fome, acabaram com a Farmácia Popular, acabaram com Minha Casa Minha Vida, com a expansão da universidade. Acabaram com a geração de emprego, com a valorização do salário mínimo. Ou seja, nós pegamos um país com muitos problemas, e o governo focou em resolver os problemas. E se você olhar do ponto de vista dos problemas, a maioria deles já está resolvida. Qual é a questão? Não é simplesmente a pauta de Trump e da taxação que fizeram com que a gente retomasse a nossa iniciativa e aí melhorasse a nossa avaliação. Claro que isso também tem importância, porque as pessoas no fundo são brasileiras, defendem o seu país e estão se sentindo atacadas por interesse de uma família, em detrimento do Brasil. Mas, sobretudo, acredito que tem a ver com a nossa postura. É que nós adotamos um pouco a nossa postura de campanha nesse último período. E, quando a gente adota um pouco essa postura de campanha, nossa base social acompanha. É por isso que não me desespero com pesquisa de opinião. Porque ainda não entramos ainda nessa vibe de campanha, vamos dizer assim. E, quando nós entrarmos, não tenho nenhuma dúvida que amplos setores da sociedade vão marchar juntos. E que nós vamos ampliar a aprovação do governo e não tenho dúvida que Lula será reeleito.</p>
<p><strong><br />
Quando você fala nesta mudança, está se referindo a narrativa adotada pelo PT que contrapõe trabalhadores e super-ricos?<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>Na verdade, não é uma nova narrativa. Essa narrativa é a nossa narrativa da vida inteira, é a narrativa do PT. É porque, como eu disse, nos três primeiros anos de governo, a gente estava muito focado em governar. Quando o nosso governo começa a tomar algumas ações que nós dissemos que íamos fazer na campanha e essas ações começam a encontrar barreiras políticas, nós somos impulsionados a também fazer o debate político. Quando o governo diz que quem ganha até cinco mil reais, não vai pagar imposto de renda, que quer taxar os super ricos, os bilionários, quer taxar as bets, quer taxar os bancos, encontra resistência política, às vezes no Congresso Nacional, às vezes em setores da elite na sociedade, o governo é impulsionado a fazer esse debate político. É a nossa bandeira de sempre que, nesse momento atual, veio à tona pelas ações do governo. O governo está defendendo as suas ações políticas. E claro que isso encontra respaldo na população, porque ela sabe que, no fundo, quem carrega o Brasil nas costas é o trabalhador. Essas ações do nosso governo que visam essa justiça tributária têm impacto. Só que, antes, a gente estava lidando com outros problemas, porque o Brasil estava desregulado no âmbito fiscal, estava desregulado economicamente. Primeiro, nós tivemos que fazer uma série de ajustes na casa para a gente conseguir dar um passo. O Brasil não conseguiria fazer isenção de imposto de renda no primeiro ano do governo Lula porque estava desequilibrado do ponto de vista fiscal. Agora que o governo conseguiu estruturar o país, nós temos condição de dar esse passo. Aí a gente entra num debate político com a sociedade, e o presidente Lula faz esse debate político. Porque é o debate político que tem a ver com toda a construção da história e da trajetória dele. É o debate político sobre as pessoas que trabalham têm que ter direito de usufruir das riquezas que ela mesma produz. O Estado tem que olhar com mais carinho aqueles que têm mais vulnerabilidade. E os que são mais privilegiados, que ganham mais, têm que contribuir mais para que a gente possa fazer um país mais justo, mais igual, mais solidário, mais fraterno. Esse é o cenário que está colocado. Tem a ver com narrativa e postura. Nós estamos num momento de debater um tema político que diz respeito àquilo que a gente constrói &#8211; defesa do povo trabalhador, equilíbrio tributário &#8211; e nós adotamos uma postura mais aguerrida no debate político no último período. Que a gente só adotaria, talvez, não fosse isso, lá na eleição.</p>
<p><strong><br />
A segurança pública tem sido um dos pontos mais sensíveis para os governos do PT, especialmente na Bahia, onde os índices de violência seguem elevados após quase duas décadas de gestão. Você acredita que essa área representa hoje o maior desafio político para o partido no estado?<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>Não é a segurança pública. Se a gente pegar ao longo dos últimos 20 anos, ela é a bola da vez. Na campanha passada, por exemplo, o nosso adversário falava muito da educação. Hoje você vê que ele não quer falar de educação. Porque ele sabe que não encontra eco na realidade. O que ele falava, por exemplo, sobre saúde, não encontra eco na realidade. O nosso governo construiu mais hospitais que todos os outros juntos, mais policlínicas do que todos os outros juntos. Neste governo serão mais de 200 escolas de tempo integral, com padrão que nem escola privada tem. É Pé de Meia, é Bolsa Monitoria, é política de ação social. Então, ele não vai. O tema da vez hoje é segurança pública, que é um tema altamente complexo. Você não pode achar que a população não tem capacidade de reflexão e achar que qualquer um que chegue na televisão e diga que vai resolver está certo. Porque é muito complexo o tema da segurança pública. A nossa Constituição prevê que a segurança pública vai ser gerida de forma separada, Estado e União. E o crime organizadhoje age de forma integrada no Brasil inteiro. Se você pegar os dados de confrontos de facções que estão acontecendo na Bahia, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, em vários lugares, vai ver que são as mesmas facções. Por isso que o presidente Lula enviou para o Congresso Nacional uma PEC para poder unificar o sistema de segurança pública. Para dar conta de conseguir combater o crime organizado. A Bahia tem mais de mil quilômetros de fronteiras marítimas, tem uma gigantesca fronteira terrestre com nove estados. Além disso, é um estado que fica na rota e isso tudo faz com que as atividades das facções criminosas na Bahia sejam intensas. Agora, o que nós debatemos no PT é que precisamos ter um sistema de segurança pública que enfrente isso. Aí o governador Jerônimo arma a tropa, fornece coletes, viaturas, concurso público, melhora salário, tudo isso. E nós temos que ter um olhar muito preocupado com a população que sofre com a violência. Nós não podemos perder nenhum jovem negro na periferia por conta, por exemplo, de ação policial do estado. Quando a turma da direita vai falar, no fundo, o que eles querem é que a gente pegue a polícia e diga assim, entre na favela matando todo mundo que vai resolver o problema.</p>
<p><strong><br />
Mas a polícia da Bahia é a mais letal do Brasil…<br />
Tássio Brito &#8211; </strong>Esse é o desafio que o PT coloca para o nosso governo. Nós queremos uma polícia que tenha capacidade cada vez maior de inteligência. O nosso governador tem investido muito em inteligência. O Mapa da Violência que coloca a Bahia lá em cima, mostra também que a Bahia é um dos estados onde a violência mais decresce. Nesses últimos três anos do governo Jerônimo a Bahia tem uma trajetória de queda no número de mortes violentas e isso é fruto do trabalho do governador Jerônimo. Não só o trabalho de combate a criminalidade, mas também de repensar a forma como a polícia age na Bahia. Não é fácil. Mas o governador está, todos os dias, preocupado e debruçado em resolver esses problemas da segurança.</p>
<p><strong>Raio-X</strong></p>
<p>Formado em Comunicação pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e atual secretário de Finanças do partido, Tássio Brito já chefiou a União Nacional dos Estudantes (UNE), atuou junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrou a direção da Juventude do PT. O militante também participou da coordenação de campanha do governador Jerônimo Rodrigues. Eleito com 73% dos votos, deverá tomar posse como presidente do PT da Bahia em setembro.</p>
</article>
<p><em><strong>Entrevista originalmente publicada no jornal A Tarde.</strong></em></p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/nossa-eleicao-aprofunda-o-ciclo-de-renovacao-do-pt-na-bahia-afirma-tassio-brito/">‘Nossa eleição aprofunda o ciclo de renovação do PT na Bahia’, afirma Tássio Brito</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>‘A Bahia é o principal estado para Lula no Brasil’, diz Éden</title>
		<link>https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/a-bahia-e-o-principal-estado-para-lula-no-brasil-diz-eden/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Aug 2025 12:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ptbahia.org.br/?p=8680</guid>

					<description><![CDATA[<p>O presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia, Éden Valadares, defendeu, em entrevista exclusiva à [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/a-bahia-e-o-principal-estado-para-lula-no-brasil-diz-eden/">‘A Bahia é o principal estado para Lula no Brasil’, diz Éden</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="col-sm-6">
<p>O presidente do Partido dos Trabalhadores na Bahia, Éden Valadares, defendeu, em entrevista exclusiva à Tribuna, a renovação no partido como parte estratégica da atuação política e avaliou os avanços do PT no estado nos últimos anos. Ele será sucedido por Tassio Brito, eleito com mais de 73% dos votos no Processo de Eleições Diretas (PED), e que assumirá oficialmente o cargo em setembro.</p>
<p>Ao fazer um balanço da sua gestão, Éden destacou o compromisso com a democracia interna e a formação de novas lideranças, que se refletiu, segundo ele, na votação expressiva de Tassio. O dirigente também apontou o crescimento da legenda nas eleições municipais de 2024 como um dos marcos da atual direção. O PT elegeu 50 prefeitos – aumento em relação a 2020 – e expandiu sua presença em mais de 380 cidades.</p>
<p>Sobre os desafios eleitorais futuros, Éden classificou a Bahia como “o principal estado para Lula no Brasil” e defendeu que o PT local tem a responsabilidade de barrar o que chamou de fusão entre o bolsonarismo e o carlismo. Para ele, o partido deve contribuir com a votação do presidente Lula em 2026 derrotando a direita na Bahia.</p>
<p>Em relação à perda de espaço da legenda em Salvador, o dirigente argumentou que a reconexão com a capital baiana passa por compreender as transformações da classe trabalhadora.</p>
<p>Éden comentou ainda a polêmica em torno de uma eventual chapa “puro-sangue” com Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa em 2026. Ele disse que o debate será amadurecido no fim do ano e que deve ser tratado com equilíbrio e responsabilidade. Ao ser questionado sobre erros e acertos de sua gestão, preferiu mirar no futuro. Disse que sua trajetória foi marcada por abrir caminhos e renovar quadros.</p>
<p><strong>Confira a entrevista na íntegra:</strong></p>
<p><strong>Tribuna da Bahia – Você justificou a decisão de não concorrer à reeleição como um respeito ao ciclo político e à renovação partidária. Quais foram os principais resultados de sua gestão que reforçam esse compromisso com a democracia interna e a formação de novos quadros?<br />
</strong><strong>Éden Valadares </strong>– Minha decisão tinha, teve e tem um caráter profundamente político. Eu aprendi que a gente deve ser flexível na tática, mas firmes nos ideais, valores e no que é estratégico. E o compromisso com a renovação é de concepção de partido. Inegociável. Compromisso meu, de Jaques Wagner e cada vez mais de mais companheiros. E estou muito orgulhoso da histórica votação que a tese da renovação teve neste PED, com mais de 73% dos votos para Tassio e a chapa 440 com mais de 50%. Uma prova inequívoca de que o processo de renovação e o nosso mandato tiveram um julgamento positivo da militância do PT. Nós valorizamos a democracia interna do PT e o funcionamento das suas instâncias, demos transparência às Finanças, democratizamos o Fundo Eleitoral e promovemos a ascensão e consolidação de novas lideranças. Não foi só com Tassio na Bahia, foi também com Aninha em Salvador, Nina em Itabuna, Camile em Ilhéus, Rafael em Teixeira, Vinícius em Juazeiro, Renata em Paulo Afonso, Adriano em Feira, Viviane em Conquista, enfim. A renovação foi a grande vitoriosa nas eleições do PT Bahia e isso é inegável.</p>
<p><strong><br />
Tribuna – O PT na Bahia comemorou conquistas importantes em 2024: elegeu 50 prefeitos, um crescimento em relação a 2020, expandiu sua estrutura partidária em mais de 380 cidades e promoveu o maior PED da história. Como o senhor analisa esses avanços?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Com a humildade de quem sabe que essas conquistas são coletivas, são frutos de trabalho de muita gente, muitos militantes, dirigentes, forças políticas vivas do PT. Mas também de uma opção política que a atual direção, a renovada direção do PT, tomou. Primeiro, ao pegar para si a campanha de Jerônimo quando muita gente ainda duvidava da sua competitividade. Nós fomos para dentro da agenda, do estúdio, do comitê e das ruas ao lado do hoje governador Jerônimo. E ao lado dele apostamos na retomada do crescimento do PT nas eleições municipais. Chegamos no teto que a gente queria? Ainda não. Mas já somos o maior PT do Brasil ao lado do Ceará e do Piauí. E Jerônimo teve papel fundamental. Ele fez campanha para mais de 70 candidatos a prefeito do PT e gravou para mais de 120 candidatos e candidatas. Então, reconhecendo que se trata de algo coletivo e que o governador também teve papel importante, eu quero valorizar o papel que teve a atual direção e cumprimentar Jojó, Rafaela, Glauco, Aluã, Mandelli, Liliane, Rafa Rios e gente que passou por ela como Adolpho, Herbert, Luciene. Nossa geração é muito responsável pelo fortalecimento e retomada do crescimento do PT na Bahia.</p>
<p><strong><br />
Tribuna – O senhor identificou que a Bahia é “o principal estado para Lula no Brasil”. Como pretende que o PT-BA contribua para ampliar essa base eleitoral nas eleições de 2026? E quais os riscos diante de avanços da direita no Brasil?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Conter o avanço da extrema direita não é tarefa apenas na Bahia ou no Brasil. Há um crescimento das políticas do ódio, das fake news, da manipulação eleitoral, do preconceito e da discriminação por todo o mundo. É o trumpismo, o bolsonarismo, e na Bahia é o carlismo. Então, repare, te respondendo diretamente, o PT da Bahia contribuirá com essa agenda derrotando a tentativa de volta do carlismo que, na Bahia, incorporou o bolsonarismo e virou uma coisa só. Não há diferença eleitoral entre ACM Neto e João Roma, ou Bruno Reis e Doutora Cloroquina. O 44 é o 22, e o 22 é o 44 na Bahia. Então nossa contribuição enquanto estado é derrotar a expressão da direita na Bahia que é o Neto de ACM, e dar a maior votação possível para o presidente Lula.</p>
<p><strong><br />
Tribuna – Falando da Bahia, nos últimos anos o PT perdeu força em Salvador enquanto manteve trajetória ascendente no cenário estadual. Que estratégias são necessárias para reconectar a legenda com a nova classe trabalhadora da capital?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Essa é uma outra agenda em que o debate sobre renovação incide. A gente se pergunta sobre como reconectar o partido à classe trabalhadora em Salvador, né? Mas a classe trabalhadora de quando o PT foi fundado é a mesma hoje? A classe trabalhadora de quando vencemos o governo com Wagner em 2006 é a mesma hoje? Não temos mais trabalhadores com alta qualificação e remuneração à frente dos sindicatos, não temos mais sindicatos super fortes e com enorme base sindical. Quantos eram os bancários há 20, 40 anos atrás e quantos são hoje? Então meu argumento é que a reconexão do PT com a classe trabalhadora em Salvador e na Região Metropolitana depende de um gesto de humildade do nosso partido em mergulhar e ressignificar a relação do PT com os trabalhadores de hoje. Com quem está nos aplicativos e sofre com a uberização do mercado de trabalho, com quem foi “pejotizado” e hoje é MEI, quem está na informalidade, quem tem seu pequeno negócio. É preciso abrir o PT para a atual classe trabalhadora, para as juventudes, as novas gerações que estão no corre do trampo, mas também fazendo ativismo, cultura, moda, pensamento. Ou a gente compreende essa profunda dimensão da necessidade de renovação ou a gente corre o risco de não mais dialogar, representar e liderar a luta popular nestas cidades.</p>
<p><strong><br />
Tribuna – Recentemente o PT estadual enfrentou tensões sobre uma possível chapa puro-sangue. Como o senhor avalia os riscos dessa composição para a unidade da base aliada? Em que momento se decide avançar ou recuar desse projeto?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Penso que esse debate vai começar a tomar mais forma a partir de novembro e dezembro. Nós falamos desse assunto logo no começo do ano em sinal de respeito aos partidos aliados. Tratamos o assunto sobre a mesa, de maneira transparente, sem subterfúgios. Lançamos a questão: e se uma chapa com Jerônimo, Wagner e Rui se mostrar realmente mais competitiva? E se ela nos der maior chance de vitória e ampliar a votação de Lula na Bahia? Estamos proibidos de debater essa possibilidade? Acredito que não. Mas se isso significar o risco de perder a aliança que governa e muda a Bahia, estamos mesmo assim obrigados a lançar essa chapa? Também acredito que não. Nem obrigação nem proibição, mas um sensato debate sobre a possibilidade. É preciso equilíbrio, bom senso, maturidade e responsabilidade na montagem dessa engenharia. Mas isso a gente tem demonstrado muita capacidade de diálogo e de encontrar as melhores soluções. Confio nas nossas lideranças e nas direções dos partidos na construção desse processo.</p>
<p><strong><br />
Tribuna – O senhor mencionou que o PT busca dar mais votos para Lula e, em paralelo, garantir a reeleição de Jerônimo como governador e do próprio Wagner ao Senado. Qual o papel do PT-BA neste esforço e como o partido planeja dialogar com aliados sem subordinar a independência partidária?</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Como sempre fizemos: com respeito e diálogo franco com todos os partidos aliados. Repare, há uma Bahia antes e uma Bahia agora com os governos do PT e nossos aliados. Nas áreas da Educação, Saúde, Estradas, Infraestrutura e nos programas sociais. Mas também em uma dimensão imaterial que por vezes é subestimada, a nova cultura política na Bahia. A Ciência política, a História política vai já, já escrever sobre esse período. Não sei que nome darão, mas esse período inaugurado por Jaques Wagner e ampliado por Rui, Jerônimo, Otto Alencar, Lídice da Mata e tantos outros, definitivamente, marca uma era na história política da Bahia e seu principal advento no século XXI. Aqui acabou a figura do chefe, do manda quem pode e obedece quem tem juízo. Aqui é jogo de iguais, de ganha-ganha, onde todos os partidos crescem juntos e os valores republicanos, democráticos, guiam nossa relação com a imprensa, o Legislativo, o Judiciário e até mesmo com a oposição. Nós, sob a liderança de Wagner, enterramos o mandonismo que agora tenta voltar travestido de modernidade na figura do neto da oligarquia, e constituímos um novo modo, um novo jeito, uma nova cultura na Bahia.</p>
<p><strong>Tribuna – Além de Salvador, o PT teve crescimento significativo em cidades como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari. Quais lições dessas experiências podem ser estendidas para a estratégia eleitoral estadual e nacional?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – O PT tem dois desafios em diferentes dimensões: a dimensão partidária, da sua organização, da necessidade de aprofundamento da sua capacidade de mobilização e comunicação. Mas também da dimensão eleitoral, da importância de reeleger Lula, Jerônimo, Wagner e ampliar nossas bancadas de deputados. Agora, repare, onde essas duas dimensões se encontram? Nos municípios. É no âmbito municipal, nas comunidades, nos territórios, que a política acontece. E só vamos ter um partido forte e mobilizado se construirmos isso primeiramente nas cidades. Como colheremos resultados mais positivos nas eleições estaduais e nacionais se nas eleições municipais a gente tiver feito o dever de casa. Portanto, o fortalecimento do PT na Bahia e no Brasil passa pelo crescimento do PT nos municípios.</p>
<p><strong>Tribuna – Ao olhar para trás, o que considera que deu certo e o que poderia ter sido feito de forma diferente para fortalecer ainda mais o partido na Bahia?<br />
</strong><strong>Éden Valadares</strong> – Todo processo tem erros e acertos. É natural. Tenho certeza, e a votação do PED é a maior prova disso, de que o saldo é positivo. Mas eu não busco olhar para atrás, não. Ao contrário. Minha trajetória política é muito marcada pelo ineditismo, por estar na vanguarda, por ser aquele que arrisca renovar e abrir novos ciclos. Foi assim na Secretaria de Juventude do PT, foi assim como primeiro coordenador de PPJ do governo da Bahia, foi assim como o primeiro da minha geração a chegar à presidência de um partido na Bahia. Militar no PT é uma escolha de vida e farei isso, com fé no Nosso Senhor do Bonfim, por muitos anos. Então penso que parte do segredo é não se deixar abater quando vem as críticas, mesmo as injustas ou falsas, e nem se deixar deslumbrar quando vem elogio que sou o melhor presidente da história. É a tal história do anel do rei, lembra? “Hoc quoque transibit&#8221; que mais ou menos significa &#8220;isso também passará&#8221;.</p>
<p><em><strong>Entrevista originalmente publicada na Tribuna da Bahia</strong></em></p>
</div>
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		<title>&#8220;Vivenciamos um processo intenso de formação de novos quadros&#8221;, afirma presidente eleito do PT Bahia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jul 2025 17:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao BNews publicada neste domingo, 27, o presidente eleito do PT Bahia, Tássio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao BNews publicada neste domingo, 27, o presidente eleito do PT Bahia, Tássio Brito, destacou a importância do processo de renovação para o fortalecimento do partido e o surgimento de novos quadros políticos tanto na Direção Estadual do PT quanto em importantes pastas do Governo da Bahia.  Para o dirigente, sua vitória marca o aprofundamento do processo de transição geracional no estado.  &#8220;Vivenciamos um processo intenso de formação de novos quadros&#8221;, afirmou o presidente eleito.</p>
<p>Tássio também falou sobre os desafios do PT para uma aproximação ainda maior com a base, os movimentos sociais e a sociedade como um todo. O dirigente elogiou ainda o ritmo de entregas da gestão do governador Jerônimo Rodrigue e a sua grande capacidade de diálogo, além da importância das reeleições do governador para a Bahia e do presidente Lula para todo o país.</p>
<p><strong>Leia, abaixo, a entrevista publicada originalmente no BNews:</strong></p>
<p><strong>1 -BNews &#8211; Quatro pré-candidatos à presidência do PT na Bahia desistiram da disputa e declararam apoio ao seu nome. Como conseguiu essa unidade e como vai conseguir conciliar os interesses de tantas correntes do PT?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> A unidade se deu em torno de uma política de renovação dos quadros do PT, formação de novas lideranças, renovação das práticas e métodos do PT e aprofundamento da democracia partidária. Então, contar com o apoio desses quadros que retiraram seus nomes em prol da nossa candidatura tem a ver mis com o programa que defendíamos do que com a minha pessoa especificamente. Então, foi o programa que aproximou todos nós.</p>
<p><strong>2 &#8211; O quanto você acredita que o apoio de Jaques Wagner influenciou na sua candidatura?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> A influência do senador Jaques Wagner na política do PT é inquestionável, mas mais do que apoiar minha candidatura, Jaques Wagner estava e está comprometido com a renovação dos quadros do partido. Grande fomentador e entusiasta desse processo de transição geracional, Wagner não está defendendo simplesmente um nome, ele está atuando em favor de uma política de transição. E essa política tem como objetivo garantir às novas gerações espaços importantes para que possam caminhar de mãos dadas com aqueles e aquelas que sempre construíram, fundaram o PT e permitiram alcançar esse importante processo de transição. Então, é uma política que o senador Jaques Wagner verbaliza e que ele realmente constrói.</p>
<p><strong>3 &#8211; Você considera que sua gestão será de continuidade ou de ruptura em relação a de Éden Valadares?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> A minha candidatura, na verdade, é uma candidatura de um programa político que apresentamos em 2019. É claro que esse programa tem acertos e limitações. E foi num diálogo muito maduro com as forças políticas que conseguimos construir um amplo arco de aliança. Em apoio à nossa candidatura contamos com correntes políticas como a minha, por exemplo, que eram da gestão do presidente Éden, assim como correntes que eram oposição ao presidente Éden. Então, não se trata de ser continuidade ou não, se trata de reconhecer os avanços promovidos pela gestão de Éden para o PT e também de reconhecer os pontos que precisamos trabalhar para melhorar.</p>
<p><strong>4 &#8211; O PT na Bahia vem sendo criticado por sempre dar visibilidade aos mesmos nomes e não dar espaço para lideranças emergentes. Concorda com essa afirmação?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> Não concordo com essas opiniões. A eleição do presidente Éden foi uma primeira prova de que não estávamos simplesmente apresentando as mesmas lideranças. Na verdade, estamos vivenciando um processo intenso de formação de novos quadros, e a minha eleição à presidência do PT Bahia é uma continuidade do nosso movimento de renovação. Temos, por exemplo, novas nomes do PT em secretarias estratégicas do Governo do Estado, como os secretários Adolfo Loyola, Bruno Monteiro e Felipe Freitas, as secretárias Rowenna Brito e Roberta Santana e a própria secretária Fabya, todos eles são novas figuras na política. Então, considero, na verdade, o contrário: o PT está em um momento de muita renovação, com o surgimento de muitos quadros com capacidade de exercer a política em diversos setores.</p>
<p><strong>5 &#8211; Acha que Jerônimo Rodrigues tem força para se reeleger em 2026?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> Para nós do PT não existe eleição ganha ou eleição perdida, e eu costumo dizer sempre que existem dois erros que levam à derrota em uma eleição, um deles é achar que já ganhou e o outro, que já perdeu. Agora, nós reconhecemos que o governador Jerônimo tem promovido um trabalho muito importante na Bahia, com diversas políticas públicas e muitas, muitas entregas. Isso tudo ao mesmo tempo em que consegue estabelecer e cultivar uma relação muito importante com o povo da Bahia, com as lideranças no estado, com prefeitos, vereadores, deputados e deputadas, e, portanto, ele está muito credenciado para disputar e se reeleger na eleição de 2026. E nós não temos nenhuma dúvida de que o governador, pelo perfil dele, não é de se acomodar. O ritmo de trabalho de Jerônimo vai aumentar e aumentar exponencialmente daqui até o processo eleitoral, e tenho certeza que chegaremos ainda melhores em 2026 para enfrentar essa disputa política, com o pé no chão, mas também reconhecendo o importante trabalho que o governador tem feito para o povo e para a Bahia.</p>
<p><strong>6 &#8211; O que pensa da ideia de chapa puro-sangue ao Senado, com Rui Costa e Jaques Wagner ocupando as duas vagas?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> Temos duas marcas que carregamos desde a nossa chegada ao governo em 2006. A primeira delas é a construção coletiva, e disso o PT nunca abriu mão. Todos os processos eleitorais que disputamos até aqui se basearam nessa composição com todos os partidos aliados. A segunda é que as nossas alianças são formadas para que todos os partidos possam crescer conjuntamente. Então a formação da chapa majoritária, que é muito importante para esse projeto político que governa a Bahia, deve ser debatida coletivamente no momento certo e de acordo com os critérios que ajudam a manter e fortalecer o nosso programa. O ministro Rui Costa já colocou seu nome à disposição e é claro que ele reúne todas as credenciais para a disputa. Durante seus oito anos de gestão, Rui foi um governador extremamente bem avaliado e hoje desempenha um papel fundamental na Casa Civil como ministro do governo do presidente Lula. A nossa tarefa é construir com todos os partidos a melhor tática para disputarmos e vencermos as eleições do próximo ano.</p>
<p><strong>7 &#8211; É esperado que ACM Neto não cometa os mesmos erros da eleição de 2022. O PT Bahia está preparado para enfrentá-lo?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> Não sei se ACM Neto cometerá os mesmos erros e não acho que uma campanha se ganha a partir dos equívocos dos outros. Vencemos a eleição com a nossa formação e elaboração política e o nosso projeto de construção de uma nova Bahia. Então, a próxima eleição tem menos a ver com os erros que eventualmente ACM Neto possa vir a cometer, que é uma questão dele e, a meu ver, até difícil dele corrigir porque para reparar as falhas é preciso autocrítica e reflexão, e não vejo na postura do ex-prefeito de Salvador nenhum tipo de ponderação sobre isso. Nós ganhamos a campanha é com o nosso trabalho, a nossa articulação política, com a entrega que o governador tem feito, a capacidade dele de dialogar com o povo, que foi sendo construída e está muito bem consolidada. Vamos nos dedicar cada dia mais para que esse tralho, que é resultado de um esforço coletivo e um empenho contínuo, nos traga uma grande vitória em 2026, com as reeleições do governador Jerônimo e do presidente Lula.</p>
<p><strong>8 &#8211; Quais são os principais gargalos do PT na Bahia atualmente? O que pretende mudar na sua gestão?</strong><br />
<strong>Tássio Brito:</strong> Os gargalos, na verdade, são gargalos da esquerda, talvez no mundo inteiro. E precisamos nos debruçar para enfrentar os desafios que se apresentam. Temos que ampliar ainda mais a nossa capacidade de diálogo com a nossa base social e encontrar uma metodologia de formação política mais eficiente e abrangente. Além disso, é necessário melhorar nossa capacidade de comunicação, organização, retomar formas de organizar o povo, estar mais perto dos movimentos sociais e construir uma pauta política de esquerda que aqui na Bahia considero estar bem concebida. Mas ainda necessitamos de um aprofundamento do processo de construção do PT para dentro da sociedade independente de eleição. Acho que o maior desafio do PT é conseguir dar vazão a essa pauta que não é a eleitoral e sim uma agenda organizativa, de construção política do PT no imaginário das pessoas, no dia a dia dos trabalhadores e das trabalhadoras. Esse é sempre o principal desafio de um partido político que se pretende e é, desde que nasceu, o representante do povo trabalhador do Brasil e da Bahia.</p>
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		<title>“Quem não tiver apoio de Lula vai passar maus bocados”, diz Éden</title>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Mar 2025 13:31:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, decidiu que não concorrerá à reeleição da legenda no estado para dar espaço para a renovação no partido, em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Lula Bonfim, publicada no Jornal A Tarde.</p>
<p>Atuante nas discussões políticas da Bahia e do Brasil, Éden se destacou como porta-voz do PT e do Governo do Estado na defesa do legado do PT e nas críticas à oposição, sobretudo ao candidato derrotado do Governo do Estado, em 2022, ACM Neto. Na entrevista, Éden também fez uma avaliação muito positiva dos governos de Jerônimo Rodrigues na Bahia e do presidente Lula, no Brasil.</p>
<p>Sobre seu futuro, o presidente do PT recorreu a um ensinamento do deputado federal Valmir Assunção. “Aprendi com meu companheiro Valmir Assunção que candidatura não pode ser algo que nasça da vontade do candidato, e sim de um coletivo, de uma ideia, ou da defesa de um projeto. Insisto: meu foco é cumprir meu mandato e coordenar a eleição interna mais democrática, com maior participação da base do PT e que produza a maior unidade possível”.</p>
<p><strong>Veja abaixo a entrevista completa:</strong></p>
<p><strong>1 &#8211; Na última vez que você falou com o A TARDE, disse que ainda não havia decidido sobre uma possível candidatura à reeleição à presidência do PT-BA. Passado o Carnaval, houve tempo para analisar a conjuntura, conversar com a família e chegar a uma decisão?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Sim. É uma decisão pessoal, muito conversada em casa com a família, mas também política. Eu fui eleito para um mandato de quatro anos e, por decisão do Diretório Nacional, meu mandato foi estendido para seis anos. Disputar um novo mandato poderia significar ficar dez anos na presidência do PT. E isso eu acho demais. Minha chegada à presidência significou uma importante renovação no PT e esse processo não pode parar ou retroceder. É preciso dar oportunidade para que um novo quadro, um novo dirigente, tenha oportunidade de continuar esse processo de promoção de novas lideranças e de renovação do partido. Além do mais, aprendi com Zezéu [Ribeiro] e Wagner que, na política, a gente não pode ter apego aos cargos. A gente cumpre ciclos e renova novos desafios. Josias cumpriu o ciclo dele, Jonas, Everaldo, agora eu cumpri, e é chegada a hora de dar oportunidade ao novo. A direita promove isso de forma hereditária, de pai para filho, para neto. No PT, esse processo é feito pelo caminho da democracia e participação direta dos filiados. O maior orgulho da minha vida são meus filhos e minha família. Junto a isso, a oportunidade de presidir o PT. Vou seguir com muita honra cumprindo meu mandato até o final e apostando no processo necessário, fundamental, eu diria, de renovar o PT.</p>
<p><strong>2 &#8211; A gente sabe que, desde sua fundação, o PT possui divisões internas, que acabaram se consolidando nas chamadas tendências partidárias. Em 2023, alguns desses grupos reclamaram de uma suposta perseguição sua no partido. Como está a relação interna no PT hoje? O partido está pacificado na Bahia?<br />
</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Eu fui eleito com um programa que incluía o resgate da democracia interna, com maior funcionamento das instâncias, com debate aberto e sem tabus. Mas também com o saneamento e transparência das finanças partidárias, fortalecimento da organização interna. Por exemplo: nunca estivemos organizados em tantos municípios com nossas comissões provisórias e diretórios municipais. E com uma forte atualização das formas, linguagens, estéticas e meios de comunicação do PT com a sociedade. Penso que perseguimos e alcançamos estes desafios. Não é fácil inovar e é preciso reconhecer o papel que meus colegas de direção tiveram ao meu lado. Não vou citar para não cometer injustiças. Mas devo a cada um deles essa caminhada. Ninguém faz nada sozinho e muita gente, que sabe o que estou dizendo, vai se reconhecer. A começar pelos funcionários do partido, nossa Executiva, dirigentes e a militância do PT, nosso maior patrimônio. Críticas têm, claro. É da natureza do PT. Eu sou filho do PT, nascido e criado no partido e sei lidar com críticas e elogios. O segredo é não se abater quando alguém exagera nos ataques, até porque muitos deles partem da natural disputa interna, mas também não deixar que a vaidade suba à cabeça quando os elogios chegam. Com relação à pacificação, o conceito de obediência silenciosa não combina com o DNA [do PT]. Nós somos um partido ousado, questionador, inquieto e em disputa. Disputamos internamente nossas ideias e opiniões, disputamos na sociedade em defesa dos nossos valores e princípios. Portanto, é mais do que natural no PT. Faz parte da nossa formação e propósito.</p>
<p><strong>3 &#8211; Para além de ser presidente estadual do PT, você é um quadro muito ativo na política da Bahia, sempre participando dos debates de maneira pública, colocando seus posicionamentos de maneira firme. Ao mesmo tempo, você nunca ocupou um cargo eletivo. Isso está nos seus planos para 2026?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Vamos falar de futuro quando ele for mais presente? Repare, como eu disse, eu sou filho, nascido e criado no PT. Por conta dessa militância, já cumpri tarefa no movimento social, no movimento estudantil, no governo do estado, no governo federal, há seis anos com muita honra, honestidade e dedicação à direção do PT e, é verdade, ainda não topei ser candidato nas urnas, por assim dizer. Mas aprendi com meu companheiro Valmir Assunção que candidatura não pode ser algo que nasça da vontade do candidato, e sim de um coletivo, de uma ideia ou da defesa de um projeto. Insisto: meu foco é cumprir meu mandato e coordenar a eleição interna mais democrática, com maior participação da base do PT e que produza a maior unidade possível. Tenho certeza que as correntes, as forças internas do PT apresentarão ótimos nomes, qualificados para essa missão de seguirmos renovando nossa luta e que, desse processo, sairemos com a maior unidade possível. Vou me dedicar a cumprir meu mandato. Em qual tarefa estarei depois disso, se nas urnas, no governo, no movimento, isso o tempo e o debate coletivo é que dirão.</p>
<p><strong>4 &#8211; Sei que há um grupo de WhatsApp com militantes petistas que acabou ganhando o nome de “Menudos”, em referência a uma matéria do Grupo A TARDE. Você integra esse grupo? Já está consolidado o apoio desse grupo à candidatura de Lucas Reis à deputado federal? Existem outras possibilidades?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> O processo de renovação geracional no PT é estimulante, mas também desafiador. Quando Wagner apoiou Rui Costa para o governo foi um desafio e tanto. Quando o PT apresenta Jerônimo em 2022 ainda mais. É natural que a cada momento desse haja reação negativa, uma certa desconfiança e até torcida contra. Natural. Mas esse desafio deve nos estimular e nunca abater. Quantos comentários preocupados com as escolhas de Jerônimo para o secretariado ouvimos? E hoje companheiras da qualidade de Rowenna, Roberta, Adolpho, Felipe, Osni, Bruno Monteiro são reconhecidos pelo seu trabalho e competência. E esse processo acaba influenciando o PSB com Hita, o PCdoB com Ângela e Augusto. Que bom! Repare, a extrema-direita desafia todos os países democráticos com uma onda que combina extremismo político, com negacionismo científico e ambiental, revisionismo histórico, fundamentalismo religioso e um nacionalismo carregado de preconceito contra a diversidade social, sobretudo com os negros e negras, as mulheres, a comunidade LGBTQIA+, os mais pobres como um todo. Então a esquerda precisa se reinventar e renovar. Não é uma coisa só da Bahia ou do Brasil. É global. E tomara que mais Lucas, Rowennas, Robertas, Felipes e — me permita — Édens também venham. Marco posição, respondo e debato com ACM Neto e os seus porque a sociedade baiana precisa saber que há contraponto, há enfrentamento e um outro jeito de pensar, enxergar e fazer política do que apenas os deles. E que mais e mais gente possa se destacar nessa tarefa. Aprendendo e honrando que nos trouxe até aqui, mas também desbravando novos caminhos, novas batalhas.</p>
<p><strong>5 &#8211; O presidente Lula vive um momento delicado de sua aprovação popular, em meio a problemas de comunicação, inflação de alimentos e também informações falsas. Em meio a essa crise, Lula levou o baiano Sidônio para a Comunicação Social e alçou Gleisi Hoffmann para as Relações Institucionais. Como você avalia o cenário federal?<br />
</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Pesquisa de opinião não pode ser celebrada nem rejeitada. É retrato de momento que pode nos dar pistas de onde estamos acertando ou errando. Penso que temos dois desafios nessa sua pergunta. O primeiro é entender como fazer política e comunicação em tempos de tanta mentira, manipulação e fake news. Repare nessa cena. O trabalhador que conquistou o emprego de carteira assinada ou a mãe que acabou de levar seu filho para uma escola de tempo integral, as duas medidas do governo Lula, voltam para casa bombardeados pelo zap da vida, com conteúdos e memes que os levam a crer que sua vida piorou, 24h por dia. O segundo desafio, penso eu, é recalibrar o paradigma da comunicação. Lula 2022 não pode, não deve, ser comparado a Lula 2002. O Brasil mudou, o mundo mudou abruptamente. O Brasil de Lula deve ser comparado ao Brasil de Bolsonaro. E isso melhorou demais. Aliás, quem é bolsonarista e viu um país celebrar nas ruas seu orgulho de ser brasileiro, com a conquista do Oscar sobre um filme que denuncia a ditadura, não deve ter tido um bom Carnaval.</p>
<p><strong>6 &#8211; Por outro lado, o governo Jerônimo tem observado o crescimento de sua aprovação popular nas pesquisas. A que vocês creditam esse avanço na avaliação de Jerônimo, especialmente no interior da Bahia?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> O que vale para Chico, vale para Francisco. Não é o caso de comemorar pesquisa. Mas de estudar, mergulhar e tentar entender cada vez mais o sentimento do povo. No caso de Jerônimo, eu penso que há o elemento da surpresa positiva que conta a nosso favor, pois muita gente não conhecia Jubiabá, como a gente chama ele. Não sabia como ele era e fica positivamente impactado com seu carisma, sua intensa dedicação e seu volume de trabalho e entrega. Não tenho dúvida em dizer que Jerônimo fez os dois primeiros anos de governo ainda melhores do que foram os dois primeiros de Wagner ou de Rui. E também porque a sociedade baiana, a classe política, os prefeitos, movimentos sociais, começam a entender o tipo de governo e de governador que a Bahia tem. Jerônimo é um cara do interior, nascido em um povoado, ou um distrito, como dizem, que faz a administração mais próxima do povo que ele pode fazer. Então quer encontrar o governador? Não vá ao palácio. Vá para a rua. Ele vai estar entregando obra, serviço, fazendo vistoria, visitando e dialogando com o povo. Jerônimo faz do seu governo um gabinete de rua, presente, na ponta. E acho que essa percepção começa a aparecer. Na pesquisa e nas ruas.</p>
<p><strong>7 &#8211; Nas últimas eleições, a gente viu um desempenho do PT Bahia muito atrelado ao desempenho das candidaturas do PT à presidência da República. A queda na avaliação de Lula preocupa em relação à reeleição de Jerônimo?<br />
</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Lula é o melhor presidente que o país já teve. Para o Brasil e para a Bahia. E o povo baiano sempre dedicou seu carinho, reconhecimento e votação a Lula. Pesquisa, como te disse antes, não é definidora. Se fosse, o PT Bahia não teria vencido nenhuma das últimas cinco eleições. Vamos dar tempo ao tempo. Lula seguirá sendo o grande eleitor da Bahia e quem não tiver seu apoio vai passar maus bocados. Ou fingir o ‘tanto faz’.</p>
<p><strong>8 &#8211; Durante a campanha eleitoral de 2024 nos municípios, houve alguns casos em que o governo Jerônimo apoiou abertamente candidaturas rivais a candidatos do PT. Como foi lidar com isso como presidente do PT-BA?</p>
<p></strong><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Nestes seis anos à frente do PT, eu pude coordenar duas campanhas municipais e uma estadual, a sucessão do governador Rui Costa e consequente eleição do companheiro Jerônimo. Posso te dizer com tranquilidade que em mais de 90% das cidades a nossa tática eleitoral foi combinada com o governo. Jerônimo é o governador que mais fez campanha para o PT. Visitou mais de setenta cidades em comícios e carreatas, ajudou a organizar a disputa e as nossas 50 vitórias, e gravou para mais de 100 candidatos do PT. Mas é claro que teve problema e negar isso não é da minha personalidade, nem da formação que recebi de Dona Iva, minha mãe, ou daqueles com quem aprendi a conhecer e defender o PT. Debati isso nas bancadas, com Zé Raimundo, Fátima Nunes, Rosemberg, Marcelino Galo, Waldenor, Josias. E quando se acaba colocando um cara como Jerônimo, que tem enorme sintonia e identidade com PT, em outro palanque, é ruim. A militância não tem obrigação de entender. Entendo e sou solidário a esse sentimento. O caso aí é de olhar para a frente, checar onde erramos, tanto o PT quanto o governo, e tirar aprendizado disso para não acontecer mais.</p>
<p><strong>9 &#8211; Neste momento, a gente observa o governo Jerônimo avançando pelo interior do estado e ganhando apoios de prefeitos que foram eleitos pela oposição, de partidos como PP e até União Brasil. O objetivo é isolar ACM Neto na capital?<br />
</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong> ACM Neto é isolado no Brasil. O candidato dele na eleição passada foi Bolsonaro, mas ele não teve coragem de admitir. Tentou a coisa do ‘tanto faz’ e perdeu uma eleição que ele considerava ganha. Repare, isso não é uma opinião minha, é fato, com declaração pública do atual prefeito de Salvador, dizendo em entrevista que nunca votou no PT. Nem no segundo turno das eleições passadas para presidente. É só procurar na internet aí. Mas, voltando para sua pergunta, ninguém aqui faz política querendo isolar ACM Neto. Ele já é isolado. Não preside o partido dele, não tem função pública, teve as contas da fundação que presidia questionadas na Justiça pelo próprio DEM [União Brasil] e não tem uma referência nacional para chamar de sua. Na Bahia, quem isola ele não é ação de governo, é sua prepotência e arrogância. O governo não pode e nem deve dar tratamento especial para quem apoiou ACM em detrimento de quem comeu sal e poeira com a gente esses anos todos. E eu estou lutando, brigando, tentando proteger os nossos. Mas a verdade é que muita gente, muita liderança, larga o lado de lá e vem para cá por causa do padrão de diálogo e atendimento. ACM Neto se isola por conta própria.</p>
<p><strong><em>Entrevista publicada originalmente no jornal A Tarde</em></strong></p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/quem-nao-tiver-apoio-de-lula-vai-passar-maus-bocados-diz-eden/">“Quem não tiver apoio de Lula vai passar maus bocados”, diz Éden</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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		<title>”A sociedade na qual o PT foi fundado não existe mais e o partido precisa renovar seu programa, atualizar seu modo de fazer política&#8221;, afirma Éden</title>
		<link>https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/a-sociedade-na-qual-o-pt-foi-fundado-nao-existe-mais-e-o-partido-precisa-renovar-seu-programa-atualizar-seu-modo-de-fazer-politica-afirma-eden/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 15:32:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista concedida ao site Política Livre, divulgada nesta segunda-feira (11), o presidente do Partido [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/a-sociedade-na-qual-o-pt-foi-fundado-nao-existe-mais-e-o-partido-precisa-renovar-seu-programa-atualizar-seu-modo-de-fazer-politica-afirma-eden/">”A sociedade na qual o PT foi fundado não existe mais e o partido precisa renovar seu programa, atualizar seu modo de fazer política&#8221;, afirma Éden</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista concedida ao site <strong>Política Livre, </strong>divulgada nesta segunda-feira (11), o presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, fez um balanço do resultado das eleições municipais de 2024, que considera muito positivo, com o crescimento dos votos na legenda, de prefeitos e prefeitos e vice-prefeitos e vice-prefeitas. O dirigente estadual destacou também a união do partido com os prefeitos eleitos, vereadores, além dos deputados e de toda militância para fortalecer os projetos do governador Jerônimo e do presidente Lula, assim como intensificar os trabalhos para reeleger o governador e o presidente em 2026.</p>
<p>Éden falou também, na entrevista, sobre o processo de renovação do PT Bahia, com novos e qualificados nomes para a composição dos quadros do Governo e para a disputa das eleições, e destacou os desafios do partido para renovar o seu programa, atualizando seu projeto para atender às expectativas do novo contexto social e das novas demandas dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Confira, abaixo, a entrevista ao <strong>Política Livre</strong> na íntegra:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 &#8211; Qual a avaliação que o senhor faz do resultado das eleições para o PT? Nacionalmente, o partido não ficou com um número de prefeituras abaixo do esperado, sendo que tem o governo federal? No Nordeste, enquanto o PSB cresceu, o PT não teve o mesmo desempenho Na Bahia, o desempenho foi dentro da expectativa?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Depois de enfrentarmos as mais duras eleições municipais para o PT e para a esquerda como um todo, essa foi uma eleição de retomada do crescimento. Em 2016, com todo aquele processo de golpe na presidenta Dilma e de perseguição sistemática ao PT, e, em 2020, com a condenação, prisão e impedimento do presidente Lula, nós recuamos muito no número de prefeituras. Foram anos muito difíceis. Mas nossa militância é resistente e resiliente. Desmontamos a farsa da Lava-Jato que acabou se revelando como a maior fraude política e jurídica da história do país, reabilitamos o Lula e vencemos uma eleição histórica que foi a de 2022. No Brasil com Lula e na Bahia com Jerônimo. E essa volta por cima, esse apoio de Lula e de Jerônimo, e a nossa militância incansável, é que produziu essa recuperação em 2024. Já tivemos 90 prefeitos na Bahia, em 2016 e 2020 esse número caiu para 32, e agora elegemos 50 prefeitos e prefeitas, com destaque para a inesquecível vitória de Caetano em Camaçari. Então o balanço é positivo. Ficou um gostinho de quero mais? Ficou. Sobretudo naquelas cidades em que chegamos muito perto de vencer. Feira de Santana, Ilhéus, Brumado. Repare que em 18 municípios o PT teve mais de 45% dos votos válidos, ou seja, chegamos perto de ganhar por muito pouco. Mas, se olharmos a conjuntura geral e a política em perspectiva, como deve ser, o saldo foi positivo. Estamos reconstruindo e recuperando o tamanho do PT nas eleições municipais.</p>
<p><strong>2 &#8211; A direita saiu fortalecida, inclusive no Nordeste, apesar do fracasso na Bahia. O senhor teme que o resultado possa fortalecer um nome da direita na disputa presidencial de 2026? Isso associado à recente vitória de Trump nos EUA?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Eu tenho muito cuidado em transferir análises políticas ou eleitorais entre países diferentes, com realidades distintas, tradições eleitorais diversas. Trump não é Bolsonaro, Kamala não é Lula, e definitivamente o processo eleitoral nos EUA não é igual ao do Brasil. Mas você tem razão ao levantar a questão do crescimento da extrema-direita no mundo. Esse é um elemento que deve polarizar a análise e a ação política não só da esquerda, como de todas as forças políticas que primam pelo Estado de Direito Democrático. A democracia, tal qual conhecemos, tal qual foi consagrada após a Segunda Guerra Mundial, está em xeque. <strong>As democracias estão ameaçadas pela sombra do extremismo político, do negacionismo científico e ambiental, do fundamentalismo religioso e do revisionismo histórico.</strong> O Estado de Bem-Estar Social, as democracias liberais dos últimos 70, quase 80 anos, foram incapazes de resolver questões elementares da vida das populações, como o acesso à saúde, educação, moradia, segurança alimentar, emprego e prosperidade, e acabou por pavimentar uma avenida para a extrema-direita desfilar. É preciso ressignificar a política, repensar o Estado, atualizar nossa leitura sobre a classe trabalhadora para responder aos desafios do mundo atual. Isso vale para o PT também. <strong>A sociedade na qual o PT foi fundado não existe mais, mudou demais, e o PT precisa renovar seu programa, atualizar seu modo de fazer política para seguir dialogando e representando os interesses da classe trabalhadora e do povo brasileiro.</p>
<p></strong></p>
<p><strong>3 &#8211; A oposição (ACM Neto) alega que saiu mais forte da eleição com a vitória nos maiores redutos eleitorais, apesar da derrota em Camaçari. Como o senhor avalia esse discurso?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Quem tem boca vaia Roma. Eu sei que a gente acabou consagrando o termo “vai a Roma”, no sentido de ir. Mas creio que a versão original do ditado romano é vaiar. Em outras palavras, quem tem língua fala o que quer, o que bem entende. E é natural que a oposição venda sua versão de que saiu vitoriosa. É do jogo. Mas, repare, tentando afastar aqui minha torcida, minha parcialidade na análise, não foi isso que aconteceu. A verdade é que as urnas das eleições municipais mostraram um quadro de certo equilíbrio, com vantagem para o campo do governador Jerônimo. Perdemos Lauro e Ilhéus? Mas ganhamos Juazeiro e Eunápolis. Então o jogo de ganha e perde nas grandes cidades ficou equilibrado. A vantagem está nas médias e pequenas, pois ampliamos o número de prefeitos da base. Jerônimo elegeu mais prefeitos do que Wagner e Rui conseguiram. O PT cresceu, mas todos os aliados também cresceram. PSD, MDB, PCdoB, Avante. E some-se a isso o fato de que muitos gestores que são do PP abertamente declararam ser apoiadores de Jerônimo e Lula. Portanto, o resultado foi positivo e vamos trabalhar para chegarmos ainda mais fortes em 2026.</p>
<p><strong>4 &#8211; A federação se mostrou um bom &#8220;negócio&#8221; para o PT? Vimos que, em Salvador, o partido teve mais votos, mas elegeu menos vereadores do que o PCdoB. Além disso, o PT acabou ajudando a eleger um vereador que é da base do prefeito. Em Barreiras, o PCdoB elegeu um vereador, mas o PT nenhum. Como avalia esse cenário da federação pós-eleição?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong>A Federação Brasil da Esperança foi um instituto, um movimento, uma articulação política importante não só como reconhecimento da parceria histórica que o PCdoB e PV tem com o PT, como uma sinalização fundamental para o momento em que ela foi criada, pois o presidente Lula, o então candidato Lula, precisava demonstrar efetivamente sua disposição de montar uma frente ampla para derrotar o bolsonarismo e a extrema-direita no Brasil. Então devemos analisar a criação da Federação naquele contexto de 2021, 2022. Mas ela nasce com um vício de origem que dificulta um melhor funcionamento: ela nasce de cima para baixo. Primeiro no âmbito nacional, para depois repercutir nos estados e municípios. E isso traz uma série de conflitos, de dificuldades e de desafios que na eleição municipal fica muito potencializado. Então, te respondendo diretamente, sem a Federação talvez o PT tivesse elegido mais vereadores? Mais prefeitos? Talvez sim. Mas eu prefiro enxergar o copo meio cheio e trabalhar para superar os problemas que encontramos e fortalecer a Federação e seu funcionamento interno. Na Bahia, o resultado da Federação é positivo. Somos a maior bancada na Assembleia Legislativa com 17 deputados e a segunda maior bancada municipal com 69 prefeitos eleitos.</p>
<p><strong><br />
5 &#8211; Na eleição, em algumas cidades o governador ficou contra o candidato do PT, como aconteceu em Jeremoabo, em Ituaçu e em Muritiba. Isso gerou desgastes no partido?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Negar que houve algum desgaste e que ficou um sentimento de mágoa aqui ou ali é tapar o sol com a peneira e, graças à formação familiar que recebi de minha mãe e política que recebi de Zezéu e Jaques Wagner, empurrar problema para debaixo do tapete não é uma opção na minha vida. É preciso ter responsabilidade, maturidade e equilíbrio para enfrentar os problemas. Jerônimo é o governador que mais fez campanha para candidatos do PT nas eleições municipais. Participou de mais de 70 atos de campanha nossos, como carreatas, caminhadas e comícios e gravou vídeos de apoio para mais de 100 cidades com candidatura do PT. Em 95% dos municípios, a tática eleitoral do PT foi a mesma do Governo. Mas tivemos casos isolados onde talvez tenha faltado mais diálogo, mais conversa, onde talvez a ansiedade eleitoral acabou nos pautando. Tanto do governador subir em outro palanque onde o PT tinha candidato, como do PT insistir em candidatura própria onde a base do governo evidentemente tinha outro candidato natural. Já conversei com o governador sobre esse tema, nos reunimos duas vezes para falar, dialogar, colocar as cartas na mesa. Tenho canal diário com a coordenação política do governo, conversamos muito, também com as minhas bancadas estadual e federal, bem como com as direções locais do PT. Vamos tratar esses casos na política, com seriedade e altivez, respeitando o sentimento de cada diretório e buscando não errar mais. Vem aí a reunião do Diretório Estadual ainda esse mês, o Encontro de Prefeitos e depois os encontros territoriais. É dialogar, debater e corrigir rumos para acertamos ainda mais.</p>
<p><strong><br />
6 &#8211; Em Salvador, foi um erro o PT apoiar a candidatura do vice-governador Geraldo Júnior? Existe algum arrependimento? Foi a melhor estratégia?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Eu acredito que a palavra de ordem para nosso grupo é humildade. Primeiro, quero parabenizar o prefeito pela eleição e desejar bom trabalho no mandato. Segundo, é preciso que nosso grupo tenha humildade em reconhecer que, apesar de adotarmos diferentes táticas nas últimas três eleições, nada deu certo. Em 2016, apoiamos a candidatura de uma aliada, a companheira Alice Portugal, e não conseguimos provocar o segundo turno. Em 2020, com minha amiga Major Denice, candidatura própria do PT, mas de novo não passamos para o segundo turno. Agora, em 2024, avaliamos que o problema estava na pulverização de candidaturas e decidimos reunir todo o grupo apoiando o vice-governador Geraldo Júnior e, mais uma vez, a eleição foi decidida em turno único. Então é preciso humildade para mergulhar e investigar todo esse processo de disputa em Salvador. O PT tem acumulado algumas opiniões, mas queremos fazer um processo coletivo que envolva os demais partidos aliados e nossas principais lideranças como o governador Jerônimo, o senador Wagner e o ministro Rui Costa.</p>
<p><strong><br />
7 &#8211; Jerônimo já disse que fará, até janeiro, uma reforma administrativa. O PT pretende sugerir novos nomes? Fazer mudanças nos quadros indicados?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Repare, o governador Jerônimo Rodrigues é um profundo conhecedor do PT. Para nós, petistas, ele é e sempre será o companheiro Jubiabá. É alguém que sabe nome, sobrenome, apelido e história de vida dos nossos militantes, dirigentes e parlamentares nos 27 Territórios de Identidade. Portanto, ele sabe que estamos à disposição dele e quem ele convocar não fugirá à luta. Os quadros do PT estão à disposição do governador para qualquer chamado, qualquer tarefa que ele entenda ser importante. A gente não precisa pleitear, apresentar, disputar. Deixamos o governador inteiramente à vontade. Nosso projeto é o dele: fazer um grande governo, ainda melhor do que os anteriores, ajudar na reeleição dele e de Lula e seguir mudando para melhor a vida do povo baiano.</p>
<p><strong><br />
8 &#8211; O partido não teme perder espaços para outros aliados que tiveram um desempenho melhor nas eleições municipais, a exemplo do Avante?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Eleição municipal é bom termômetro da política, eleger prefeitos do seu partido ou do seu grupo é um ótimo sinal de como andam as coisas, mas fundamentar a política estadual apenas nessa lente dos municípios é um erro. Não se mede a força política de um partido ou grupo apenas pela soma de prefeitos. A política estadual é mais complexa do que isso, a sociedade baiana é muito mais complexa do que essa simples conta. É preciso considerar acúmulo programático, capacidade de mobilização, enraizamento social e cultural, capacidade de diálogo com a sociedade civil, as organizações populares, os movimentos sociais e o setor produtivo. Então, muita calma nessa hora. É preciso valorizar os partidos e os prefeitos, sim. Mas sem querer transformar a política em aritmética porque se for assim vai aparecer outro partido dizendo que a conta não é prefeito, mas sim vereador, e outro dizendo que é deputado estadual, outro federal e por aí vai. É preciso ter bom senso, equilíbrio e apostar no jogo de ganha-ganha. Temos confiança de que Jerônimo tem total capacidade de conduzir essa discussão com profundidade, responsabilidade e equilíbrio. Mas, te respondendo, o PT não teme perder espaço, pois não estamos disputando cargos e, insisto, temos absoluta confiança na condução do governador.</p>
<p><strong><br />
9 &#8211; Seu nome é cotado para a Secom ou para a Serin. O senhor será secretário?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211;</strong>Essa pergunta cabe ao governador. Qualquer definição sobre equipe de governo, apenas o governador pode responder. Cabe a ele escalar o time. O que posso lhe dizer é que estou muito feliz enquanto presidente do PT, tenho muita honra em presidir nosso partido, ser seu porta-voz, em contribuir com nossa organização. <strong>Mudamos a cara do PT, investimos fortemente em comunicação e redes, equalizamos o orçamento e as dívidas, voltamos a ter uma boa sede, temos uma nova geração na direção do partido, chegamos a 407 cidades com o PT organizado em diretório ou comissão provisória, retomamos o crescimento do número de prefeitos com 50 eleitos esse ano e estamos ajudando Jerônimo a governar com diálogo, competência técnica e compromisso social.</strong> Estou muito feliz e honrado com nosso mandato à frente do PT. Novas tarefas, novos desafios, essas coisas não dependem da nossa vontade individualmente, são processos coletivos, e eu não abri discussão sobre futuro com ninguém. Sigo 100% dedicado e concentrado no PT.</p>
<p><strong><br />
10 &#8211; Sobre 2026, o senhor considera que o PT pode ficar com três das quatro vagas na chapa majoritária, diante da possibilidade de Rui Costa ser candidato ao Senado? Como Coronel seria acomodado nessa hipótese? E o Avante?</strong><br />
Imagina eu ser presidente do PT que pode ter eleito na chapa além do governador, dois senadores. Esse é um sonho de qualquer presidente de partido e comigo não seria diferente. Mas nossos sonhos têm limites claros: a unidade do grupo. Repare, desde a eleição de Jaques Wagner, ainda em 2006, a gente tem transformado a realidade da Bahia. <strong>O salto é enorme e fruto de muito trabalho. Novas universidades, institutos federais, escolas de tempo integral, milhares de quilômetros de novas estradas, aeroportos e aeródromos, hospitais gerais, hospitais especializados, policlínicas, é uma revolução silenciosa.</strong> Mas tem um patrimônio imaterial que às vezes escapa das análises: a nova cultural política. O respeito às instituições, ao Legislativo, à municipalidade, à imprensa, à oposição e o diálogo construtivo com os partidos aliados. Nosso grupo inaugurou a democracia após 16 anos de mandonismo na Bahia. E isso, para nós, é muito caro, tem muito valor. Por isso que estou te dizendo que o limite do meu sonho é a unidade do nosso grupo. Nós não vamos jogar fora 20 anos de construção política coletiva, partilhada, com Lídice, com Otto, com todos os partidos, pelo fetiche de ter três petistas na chapa. Claro, <strong>se as pesquisas indicarem que é com Jerônimo, Wagner e Rui que a gente tem mais chance de vitória e amplia a votação de Lula na Bahia, eu serei o primeiro a chamar os companheiros aliados para debater a possibilidade. Mas se isso significar que vai estourar o grupo, não vejo possibilidade.</strong> Vamos trabalhar para todo mundo crescer junto, mantendo a unidade do grupo e até ampliando. Como temos orgulho de fazer há 20 anos.</p>
<p><strong><br />
11 &#8211; Ainda sobre 2024, existe uma ciumeira em partidos da base do governo com a candidatura de Lucas Reis a deputado federal. O senhor é muito próximo dele, assim como Adolpho Loyola. Há motivos para ciúmes? Lucas será mesmo o candidato da renovação de Wagner?</strong><br />
O martelo está batido, só falta virar o prego. Esse é o desejo de todo nosso grupo, não só do senador. Veja, estamos falando de um processo que não começou ontem, nem anteontem. Esse é um erro que algumas pessoas cometem, que é de achar que a militância política de alguém começa quando ela se elege para algum mandato. Não é. A eleição é o final de uma história que se inicia muito antes. No nosso caso, desde a juventude. Eu, Adolpho, Lucas, mas posso citar muita gente aqui como Glauco Chalegre (vice-presidente do PT), Rafaela Cruz (secretária de Comunicação), Jabes Soares (chefe de gabinete do senador Wagner), Vladmir Costa (Fundação Pedro Calmon), Luciana Mandelli (SPM), Marcelo Lemos (IPAC), Sara Prado (FUNCEB), Nivaldo Millet (CEJUVE), os secretários Felipe Freitas (SJDH) e Bruno Monteiro (SECULT), essa é uma galera que já tem 15, 20 anos de dedicação ao PT. É uma geração que militou no movimento estudantil da UFBA, da UNEB e da UEFS, do CEFET, depois fez história na Juventude do PT, que inaugurou as Políticas Públicas de Juventude na Bahia e que tem grande contribuição no Governo do Estado e no Governo Federal. Essa turma está pronta. Nós estamos prontos. E estamos pegando e tocando cada novo desafio. Presidente, secretário, diretor. É um processo natural. Ou pelo menos deveria ser visto por todo mundo como algo natural. O senador Wagner é um entusiasta e principal incentivador desse processo de renovação. Eleger Rui foi renovar, eleger Jerônimo, me eleger no PT foi renovar e avaliamos que chegou a hora de eleger também deputados. Lucas é muito qualificado, está trabalhando muito e pode ser um grande deputado federal do PT. E por que não? Temos que eleger novos federais, novos estaduais, como buscamos eleger novos prefeitos, prefeitas e vereadores. Então o martelo está batido e só não viramos o prego ainda pois queremos que esse seja um processo o mais pactuado possível. Nossa prioridade é Lula e Jerônimo. A candidatura de renovação tem que estar a serviço desse projeto. Por isso <strong>vamos dialogar com todas as correntes, forças políticas, as bancadas e com o governador para ser um processo coletivo, partidário, que aponte futuro para o PT. Temos um gigantesco e brilhante legado nestes 44 anos de PT. E queremos desenhar mais 44 anos de luta, de militância, de trabalho pelos ideais, valores e programa do PT.</strong> É nessa seara que a candidatura de Lucas está inserida, que o trabalho de todo mundo que citei aqui e centenas de outros que não citei, mas estão no mesmo caminho.</p>
<p><strong><br />
12 &#8211; Existe mesmo a possibilidade, em sua opinião, de Wagner assumir a presidência nacional do PT? Existe hoje uma divisão no partido e ele pode ser o nome de consenso?</strong><br />
Eu não gosto de futurologia. Vou te responder sobre o hoje. Hoje, Wagner não toparia ser presidente do PT. Não tenho dúvida que seria um grande presidente. Alguém com uma singular capacidade de produzir coesão interna e de ampliar as alianças para fora. Um mestre da democracia e do diálogo, o maior político da Bahia neste século e um dos grandes do Brasil. Mas eu penso que ele está focado no Senado, na Liderança do Governo, em ajudar o Lula a reconstruir o país, enfim, está concentrado no trabalho como senador. Acho até que ele sinalizou preferência pelo companheiro Edinho. Mas, enfim, daria um grande presidente, mas acredito que o olhar dele está voltado para o Senado.</p>
<p><strong><br />
13 &#8211; O senhor pretende concorrer à reeleição para o comando do PT na Bahia? Sente que existe alguma resistência ao seu nome?</strong><br />
Eu pretendo cumprir meu mandato. Fui eleito para quatro anos e, por decisão do Diretório Nacional, fui conduzido para seis anos. Por ora, ainda não conversei nem autorizei ninguém a conversar sobre futuro. Como lhe disse, estou muito feliz nessa tarefa e inteiramente dedicado a ela. E sou muito tranquilo quanto às opiniões e julgamentos do nosso trabalho. É preciso ter maturidade e serenidade para manter os pés no chão. Não fico chateado quando os resultados eleitorais não vêm e os ataques nas redes sociais aparecem; como também não me iludo com rasgados elogios de gente dizendo que sou melhor presidente do mundo. Eu nasci no PT e optei dedicar minha vida a isso. A ajudar na organização e autodeterminação da classe trabalhadora brasileira. Já fiz isso no movimento estudantil, nos governos e na direção do PT. Estar presidente é um fardo pesado, mas uma honra infinitamente maior. Então, como diz o poeta, tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.</p>
<p><strong><br />
14 &#8211; O PT já declarou apoio à reeleição de Adolfo Menezes na Assembleia, mas existe uma resistência para que o partido fique com a primeira vice-presidência. O PT vai brigar dentro da federação e da própria base para ficar com o cargo, cobiçado porque a reeleição de Adolfo enfrenta o &#8220;risco STF&#8221;?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>O PT não vai brigar por nada. O PT vai respeitar e pedir que respeitem a tradição da proporcionalidade da Casa. A Federação é o maior bloco partidário dentro da ALBA e o PT é o maior partido da Federação. Portanto, pela regra, cabe ao PT indicar a vice-presidência. Aliás, Paulo Rangel foi vice, José Raimundo é o atual vice-presidente, quem quer briga é quem está estimulando a quebra do acordo, o descumprimento da regra. Mas sou otimista e acredito que as lideranças da Casa vão achar o caminho da pacificação.</p>
<p><strong><br />
15 &#8211; Sobre a UPB, o PT já definiu quem vai apoiar ou se vai lançar candidato?</strong><br />
<strong>Éden Valadares &#8211; </strong>Não. Ainda não. Nosso Encontro de Prefeitas, Prefeitos e Vices será no final de novembro e até lá vamos acumulando e formando opinião. Não estamos proibidos nem somos obrigados a ter candidatura. Queremos ser parte protagonista do processo que fortaleça a luta municipalista na Bahia e a base do governador Jerônimo.</p>
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		<title>“Nossa meta é fazer com que Jerônimo e Lula vençam as eleições em todas as cidades da  Bahia”, afirma Éden Valadares</title>
		<link>https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/nossa-meta-e-fazer-com-que-jeronimo-e-lula-vencam-as-eleicoes-em-todas-as-cidades-da-bahia-afirma-eden-valadares/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Mar 2024 22:34:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao Bahia Notícias, publicada nesta segunda-feira, 11, o presidente do Partido dos Trabalhadores [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao Bahia Notícias, publicada nesta segunda-feira, 11, o presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, falou que o objetivo da legenda é que o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Lula saiam vitoriosos em todos os municípios do estado, seja com candidaturas do PT, da Federação ou dos partidos que compõem a base governista. “Nossa meta é fazer com que Jerônimo e Lula venham fazer eleições em todas as  cidades da Bahia”.</p>
<p>Ao site, Éden também falou sobre as eleições em várias regiões da Bahia, sempre reafirmando a importância da unidade do grupo liderado pelo governador para vencer o pleito em 2024. Na Região Metropolitana de Salvador, por exemplo, disse acreditar na força da prefeita Moema Gramacho para fazer seu sucessor, falou da candidatura competitiva de Marivalda em Candeias e em Camaçari destacou a candidatura de Caetano, que pela sua experiência, competência e capacidade de gestão reúne todas as condições para vencer o União Brasil. Em Feira de Santana, Éden disse ver perspectivas muito boas na candidatura de Zé Neto para derrotar o grupo carlista.</p>
<p>“Penso eu que a história da Bahia, nesses últimos 25 anos, é muito marcada pela aliança entre o PT e o PSD, entre os senadores Jaques Wagner e o Otto Alencar, que encontraram um novo jeito de fazer política na Bahia, a forma de fazer política na Bahia que era muito marcada pelo mandonismo, pela centralização e ele criou uma outra postura política”, afirmou o presidente estadual do PT.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Leia, abaixo, a entrevista na íntegra:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Surgiram rumores sobre a possibilidade de o PT trabalhar na diminuição do PSD em relação a prefeituras, já que hoje é a sigla que mais detém comandos na Bahia, com 111 prefeituras. O senhor tomou conhecimento sobre isso?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Esse rumor é absolutamente falso. Nós não vamos trabalhar para reduzir o número de presença nas prefeituras de nenhum aliado nosso, muito menos do PSD, um partido importantíssimo da nossa aliança. E aqui eu faço uma saudação ao presidente do partido, nosso senador Otto Alencar, que muito nos orgulha pela sua postura, pela sua honradez, pelo mandato que constrói. Penso eu que a história da Bahia, nesses últimos 25 anos, é muito pela aliança entre o PT e o PSD, entre os senadores Jaques Wagner e o Otto Alencar, que encontraram um novo jeito de fazer política na Bahia, a forma de fazer política na Bahia que era muito marcada pelo mandonismo, pela centralização, e ele criou uma outra postura política. Então o PT não vai trabalhar para diminuir o número de prefeituras de ninguém da base. É claro que a Bahia é muito grande, esses dois partidos [PT e PSD] são muito grandes e pode encontrar disputas, mas isso é pela dinâmica local e não por uma determinação política de reduzir o tamanho de ninguém. Nossa meta é fazer com que Jerônimo e Lula vençam as eleições em todas as cidades da Bahia, seja com a candidatura do PT ou da Federação, seja com a candidatura de um aliado.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Já temos uma definição se o nome da vice de Geraldo Júnior será Fabya Reis ou a Olívia Santana?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Olha, nós estamos no comecinho de março, então a gente não está atrasado. Acho que é um bom problema quando a gente tem diversas lideranças colocando o nome à disposição para ser vice, quando a gente tem vários partidos dispostos a ocupar essa vice, significa que a vice está sendo almejada porque a candidatura ela é competitiva e as pessoas reconhecem a competitividade da pré-candidatura do vice-governador Geraldo Júnior. Eu acho que a unidade do grupo por si só construída, muito bem construída pelo governador, chegou aí com paciência para escutar, para dialogar, para convencer, já faz da candidatura competitiva. O governador Jerônimo deve chamar ainda neste mês de março o Conselho Político para que os partidos apresentem a sua opinião, os perfis. E parece que nós caminhamos para um consenso de que por Geraldo ter um perfil mais de centro, esta cadeira de vice seja ocupada pela esquerda.</p>
<p><strong>Bahia Notícias: </strong>E essa esquerda tem nome?<strong><br />
Éden Valadares:</strong> A Fabya Reis é um nome em pauta. Um nome que agrada, é alguém com trajetória política, pessoal, profissional e político. Fabya é um nome que vem do movimento social, com uma trajetória na universidade, na academia, intelectual, respeitada na administração pública, secretária de estado já por dois governos. Então, ela apreende todos os requisitos, assim como, o sempre lembrado, o nome da companheira Olívia Santana, já foi candidata a prefeita, também foi secretária de estado muito bem votada na nossa capital, mais de 50 mil votos, uma longa trajetória na esquerda e na luta do movimento negro em Salvador. Então, no campo da esquerda, eu acho que está muito bem servido. Geraldo Júnior, digamos assim, tem um repertório de bons nomes a cumprir essa tarefa de governar Salvador ao lado dele.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> A ida de Paulo Rangel ao TCM foi encarada por muitos da oposição de maneira negativa. A corte de contas possui hoje quatro integrantes dos nove, com algum tipo de relação com o PT. A oposição tem enxergado isso do ponto de vista negativo para a própria democracia, como a possibilidade de uma perseguição a algumas prefeituras que são oposição ao governo do Estado, ou até um favorecimento de aliados. Como é que você avalia isso?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Com estranheza. Se você ouviu isso da oposição, eu tenho a sensação de que a oposição estava olhando no espelho. Porque, se tem uma característica desse grupo político carlista, que nós derrotamos em 2006 e que a gente vem construindo uma outra cultura política, é a perseguição. A Bahia está livre desse tempo. A Bahia está livre do tempo que o mandonismo, que alguém se reivindicava chefe, dono dessa terra. A Bahia está livre do tempo do clientelismo. A Bahia está livre do tempo da tutela sobre o Tribunal de Justiça, sobre a imprensa, sobre a Assembleia Legislativa, ou os tribunais de conta. É o contrário. Eu penso que a história de Paulo Rangel, pela trajetória de décadas, inclusive pela revolução da liberdade da Bahia e do Brasil, ajuda os novos ventos que nós trazemos para a Bahia, e não voltar o tempo do Carlismo. Então, eu penso que a oposição pode estar fazendo a crítica olhando para o espelho. O Tribunal de Contas ganha muito com a chegada de Paulo Rangel e tenho certeza que sempre teve uma conduta ética, política e moral. Tenho certeza que ele vai engrandecer aquele tribunal. Com relação à escolha de ser petista, nós nunca dissemos que o PT estava obrigado, mas também não estava proibido de apresentar algum nome. A gente tinha uma formulação apresentada desde dezembro, desde depois do resultado das eleições, em que nós já entendíamos que a política correta para a eleição do Tribunal de Contas do Municípios é que deveria ser, primeiro, a indicação de deputado estadual. Havia uma demanda muito forte na AL-BA de que essa cadeira caberia à Assembleia Legislativa. A segunda, nós defendemos que fosse alguém ligado à Federação, e assim trabalhamos. O companheiro Fabrício do PCdoB apresentou sua pré-candidatura, rodou os gabinetes, conversou com seus pares, mas penso que eles não conseguiram aglutinar apoios necessários para se consolidar com uma candidatura vitoriosa, por assim dizer. Mas enquanto o Fabrício estava apresentando, o PV apresentou a pré-candidatura de Roberto Carlos, o MDB apresentou a pré-candidatura do deputado Rogério Andrade, e nós sentimos que poderia acabar pulverizando o número de candidaturas na base do governador Jerônimo. Entendíamos que se a gente apresentasse uma candidatura da envergadura de Paulo Rangel, a gente poderia, ao invés de estar pulverizando o número de candidatos na base, poderia estar unificando. Paulo Rangel acaba reunindo 36 assinaturas e se consolida com uma escolha autônoma, independente e legítima da AL-BA.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Falando em Fabrício Falcão, o deputado Alan Sanches disse, durante entrevista ao nosso Podcast Projeto Prisma, que um membro do governo ligou para deputados pedindo para que eles não comparecessem à reunião da Mesa Diretora que poderia aprovar a candidatura de Falcão ao TCM. Isso aconteceu?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Eu respeito a oposição do deputado Alan ao nosso governo, mas eu discordo da declaração dele. Acho que ele está no papel de oposição. Se ele percebe algum nível de tensão dentro da base do governo, Alan tenta ver o mar pegar fogo para comer peixe frito. Então ele joga mais gasolina na fogueira. É o papel da oposição. Isso não ocorreu [a ligação]. Já te relatei aqui como foi a construção desse processo. Tenho total desconhecimento sobre ligações de quem quer que seja do governo para deputados. Na verdade, na defesa da sua candidatura, o próprio Marcelo Nilo reconheceu que Jaques Wagner, Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, garantiram a independência da casa na escolha. Por isso, na verdade, Alan está jogando é para dar mais picuinha aqui na base.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Saindo do TCM, e a disputa dos Zés em Feira de Santana. Como o senhor avalia o cenário entre Zé Neto e Zé Ronaldo?<strong>Éden Valadares:</strong> O povo poderá fazer a escolha entre o velho Zé e o novo Zé. Acho que há um cansaço do grupo de Zé Ronaldo. É uma certa fadiga de pessoal, porque depois dos oito anos de mandato eles não conseguem apresentar uma candidatura nova, um nome renovado, não conseguem fazer a renovação e talvez por isso o deputado Pablo [Roberto] acabe rompendo com o grupo do lado de lá e apresentando sua candidatura. Então eu vejo uma perspectiva muito boa nas eleições de Feira de Santana para o PT. Na eleição passada, era a reeleição de Colbert [Martins] e sempre disputar com prefeito ou governador ou presidente que é candidato à reeleição, é mais difícil. Só para lembrar, o ex-presidente Bolsonaro é o primeiro presidente na história do Brasil que não consegue sua reeleição. Então, por si só, a vitória do Lula foi histórica já por isso. Mas também em Feira de Santana, na eleição passada, havia a questão da pandemia, que dificultava o nosso jeito de fazer campanha mais do que o deles. Eu tô dizendo assim: dificultava mais a esquerda do que a direita. Porque, tradicionalmente, a esquerda organiza sua campanha coletivamente e reunindo a comunidade na rua, no bairro, na associação de moradores, no sindicato, na cooperativa. A gente faz o debate sobre as demandas coletivas das comunidades, da cidade e da sociedade. E com a pandemia, como não podia aglomerar, a demanda acabou ficando muito na porta de casa. Quem foi candidato tinha que manter o distanciamento social. Não podia haver aglomeração. Então você ia de porta em porta, de janela em janela, conversar com as pessoas. Então, esse é um elemento também que acho que nos ajuda. E por fim, eu penso que a própria divisão do grupo do lado de lá aponta uma fadiga de projeto, uma fadiga de pessoal, uma fadiga de recursos humanos e que fortalece a pré-candidatura de Zé Neto. Em bom português, Pablo rompe com Zé Ronaldo. Então o meu prognóstico, sem torcida, é que essa eleição está melhor para a genética do PT do que teve na passada. Além do próprio envolvimento pessoal do governador Jerônimo Rodrigues. Ele não nasceu em Feira, mas é a cidade onde ele reside. A esposa é de Feira e o filho também.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Nas últimas eleições, em 2022, o termômetro do PT na Região Metropolitana de Salvador, não foi dos melhores. Como está sendo a estratégia da sigla na RMS como um todo para se fortalecer nessas eleições?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Durante o lançamento da pré-candidatura de Luiz Caetano, eu penso que Camaçari deu uma demonstração de muito carinho com ele. De muita saudade do tempo do governo do PT, em especial do governo de Caetano. Foi uma festa muito forte, muito potente, uma energia muito para cima. O local estava lotado. Do lado de fora tinha três, quatro vezes mais gente do que tinha dentro. Foi uma largada muito forte e acho que Caetano está trabalhando muito bem. Ele está reunindo aí a base dos partidos do governo em torno da sua candidatura. Tem montado boas chapas de vereadores e vereadores para a disputa, que é importante. Mas, sobretudo, Caetano tem mostrado maturidade. É alguém hoje com mais experiência, com mais rodagem, alguém que aprendeu com os próprios erros e que tem qualificado, refinado os seus acertos. Para mim é um candidato favorito. Camaçari não quer continuar com o atual esquema que está com o atual projeto político. Camaçari quer mudança e o nome dessa mudança é Caetano. Com relação ao restante da Região Metropolitana. Está aberta a temporada da janela partidária. Já falei de Camaçari, mas tem também a sucessão de Moema [Gramacho], em Lauro de Freitas, que será prioridade para o governo do PT, da Bahia e do Brasil. Já temos candidaturas competitivas em Candeias com Marivalda [atual vice-prefeita da cidade]. Temos Paulo Henrique em Mata de São João. Tenho certeza que a gente vai conseguir trabalhar pela maior unidade possível em Dias D&#8217;Ávila. Nós vamos trabalhar pela reeleição do prefeito de Madre de Deus [Dailton Filho (PSB)] que nós apoiamos.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> A gente já está caminhando para as definições em Dias Dias D&#8217;Ávila?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> A gente está conversando internamente no PT. Nós temos bons nomes. A ex-prefeita Jussara [Márcia], a companheira Rose [Requião]. Nomes com que têm muito apelo popular pontuam bem nas pesquisas. Eu acho que a gente tem que trabalhar menos no campo da emoção e mais na razão, para construir a unidade do PT, da Federação e depois o maior diálogo possível e a unidade do campo do governador geral. Mas tenho certeza que nós podemos vencer aquelas eleições. Estou trabalhando para não haver uma pulverização, porque, na verdade, como não há possibilidade de dois turnos, digamos, a maior unidade possível, é uma obrigação. E é com essa humildade e tranquilidade que nós estamos trabalhando dentro do PT, na Federação, para chegar o mais unido possível para vencer as eleições e derrotar o prefeito.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> No Oeste baiano, tem essa indefinição acerca da secretária Jusmari Oliveira (PSD), certo? Ela vai ter o apoio do PT em Barreiras?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Pode vir a ter, mas hoje o nome do PT é do deputado Tito [Cordeiro], que nós, orgulhosamente, filiamos ao PT. Alguém que já votou com o Lula na eleição passada, já votou com Jerônimo. Ajudou a gente não só em Barreiras como na região. Na eleição de 2020, ele foi o nosso candidato a prefeito de Barreiras. Nós, do PT, indicamos a sua vice candidata. Nós entendemos que pode liderar o grupo de Jerônimo e de Lula, como também disputar para valer e vencer as eleições de Barreiras. Claro que há a orientação do governador com relação a unificar o seu palanque. Nós estamos falando de uma das cidades mais importantes do Estado, a capital do Oeste. Assim, nós vamos trabalhar pela unidade. E, como nós queremos ter o apoio do PSD e da deputada Jusmari para Tito, também temos a disposição de apoiar. Então, se Jusmari reunir melhores condições, tiver pontuando melhor e ficar evidente que é com ela que a gente pode derrotar a política do PFL, do DEM, de ACM Neto e de Bolsonaro lá na cidade, nós não teremos problema de apoiar, não. Mas hoje nós acreditamos que quem reúne essas condições é o candidato do PT, o ex-deputado Tito.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> O deputado Tito votou em Bolsonaro no passado. O senhor não acredita que há uma espécie de mal estar por alguém com ideologias tão diferentes se filiar de maneira recente ao partido e já ter o apoio para uma candidatura em Barreiras?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Tito votou em Bolsonaro em 2018, como a grande parte da sociedade brasileira votou, acreditando em uma grande campanha midiática com parte do Judiciário e setores do Ministério Público, que perseguiram a presidenta Dilma e o presidente Lula. Naquela época, uma parte grande da sociedade brasileira acreditou no conto da carochinha de que, tirando o PT, a vida do Brasil ia melhorar. A economia, os empregos, o crescimento econômico, juros baixos, dólar baixo, prosperidade e justiça social. E aconteceu o contrário. Infelizmente, nós vivemos quatro anos do desgoverno de Bolsonaro que tratou a sociedade brasileira com desumanidade na condução da pandemia, que atacou o nosso meio ambiente e vendeu parte dos nossos recursos naturais e patrimônio do povo brasileiro a preço de banana. É só ver o que foi feito aqui com a refinaria aqui na Bahia, o que foi feito com a Eletrobras, enfim. O Brasil andou para trás e uma parte da sociedade que tinha acreditado nisso, se arrependeu do voto que deu e se uniu a Lula para reconstruir o Brasil. E não estou falando só especificamente de Tito. Ele apoiou Lula e Jerônimo na eleição de 2022. Posso citar como exemplo maior, talvez o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que foi alguém que também embarcou naquela aventura ou desventura de perseguir Lula e eleger Bolsonaro, se arrependeu disso e hoje está ao lado do presidente Lula reconstruindo o Brasil. Aqueles e aquelas que verdadeiramente se arrependeram do eventual apoio que deram a Bolsonaro, mas hoje querem dar as mãos ao presidente Lula para reconstruir o Brasil são muito bem vindos.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Indo mais para o Sudoeste baiano, como está a situação lá em Vitória da Conquista? vocês lançaram o deputado federal Waldenor Pereira, que é o pré-candidato de vocês, e tem essa indefinição por parte dos diálogos junto com o MDB que tem como preferência a vereadora Lúcia. Como é que está essa conversa lá?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Está sempre muito boa, saudável, com clima de companheirismo e de parceria para a gente construir o melhor caminho para Vitória da Conquista. Então, lá nós temos unidade política entre o campo do governo com relação a que PT e MDB estarão juntos. Isso posso lhe garantir, essa é uma fórmula. Mas nós estaremos juntos. Com relação a no primeiro ou no segundo turno, isso a gente está avaliando semana a semana, acompanhando as pesquisas internas, dialogando. Esse processo agora é de montar a chapa de vereadores. Waldenor já tem um diálogo com oito ou nove partidos avançado, no sentido de montar chapas para vereadores. A gente tem avançado muito no diálogo com o MDB. Hoje, quem deveria ter se preocupado é a Prefeita [Sheila Lemos (União)], porque, nas pesquisas internas, tanto o Waldenor quanto a Lúcia Rocha têm pontuado muito bem, acima dos 20, 25, às vezes, batendo os 30. Então, hoje, quem deveria estar preocupada é a Prefeita, porque, do lado de cá, nós vamos caminhar juntos. E no primeiro e no segundo turno, a gente vai enfrentar e construir conjuntamente, sem divergência, com muita maturidade e muita responsabilidade.</p>
<p><strong>Bahia Notícias:</strong> Ainda nessa linha, existe a possibilidade de o PT acabar desistindo da majoritária e indicar Waldenor, como o vice de Lúcia?<br />
<strong>Éden Valadares:</strong> Eu tenho dito que quem tem disposição de ser apoiado, tem disposição de apoiar. E é exatamente por isso que tudo aquilo que eu citei. Quem reúne mais partidos, quem tem mais ator na sociedade, nas organizações populares, nas forças-vivas da sociedade civil organizada, quem estiver melhor na pesquisa, se for outro nome que não é o de Waldenor, nós não temos problema de apoiar. Mas nós temos clareza que Waldenor é um candidato muito competitivo, seja pela sua capacidade, seja pelo esforço que nós temos lá. Mas respondendo em bom português, quem tem disposição de ser apoiado tem disposição de apoiar. Então pra nós, se a gente está pedindo o apoio do MDB e dos demais partidos a Waldenor, se a realidade mostrar que outra candidatura é mais competitiva do que a nossa, nós também teremos maturidade de estar apoiando.</p>
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		<title>“Importante para demarcar uma posição de resistência e de esperança”, afirma Éden sobre atos no Dia do Trabalhador</title>
		<link>https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/importante-para-demarcar-uma-posicao-de-resistencia-e-de-esperanca-afirma-eden-sobre-atos-no-dia-do-trabalhador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[guilherme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 May 2022 18:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ptbahia.org.br/?p=976</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, em entrevista ao jornal [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/importante-para-demarcar-uma-posicao-de-resistencia-e-de-esperanca-afirma-eden-sobre-atos-no-dia-do-trabalhador/">“Importante para demarcar uma posição de resistência e de esperança”, afirma Éden sobre atos no Dia do Trabalhador</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, em entrevista ao jornal A Tarde, falou sobre os atos em defesa dos trabalhadores realizados na Bahia neste domingo, 1º de maio, Dia do Trabalhador. Organizados pelo PT e centrais sindicais, como a CUT, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Bahia, União Geral dos Trabalhadores, Força Sindical e Nova Central, os atos reuniram militantes, trabalhadores e lideranças políticas em Salvador e em cidades do interior do estado. “Importante para demarcar uma posição de resistência e de esperança”, afirmou Éden.</p>
<p>Na entrevista, o presidente do PT falou ainda sobre os retrocessos enfrentados pela classe e defendeu que a reconquista dos direitos trabalhistas será possível a partir das eleições deste ano, com a derrota do bolsonarismo e da agenda neoliberal de Paulo Guedes. “Retomar o governo central e eleger bancadas para a Câmara e o Senado comprometidas com essa agenda deve ser tarefa fundamental para os trabalhadores, os partidos de esquerda e todo o campo democrático no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Leia abaixo a entrevista na íntegra:</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1 &#8211; O Partido dos Trabalhadores da Bahia, em conjunto com centrais sindicais, trabalhadores, associações e sociedade civil, convocou a sua militância em todas as cidades do estado a promover ou se integrar aos atos do 1o de maio para a manifestação em defesa da geração de empregos e pelos direitos sociais e trabalhistas. Qual a importância desse ato?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Importante para demarcar uma posição de resistência e de esperança. Resistência ao retrocesso na questão dos direitos trabalhistas e das condições de trabalho a que milhares de homens e mulheres estão submetidos, como a super-exploração, a precarização, o sub-emprego e a informalidade. E de esperança de voltarmos a ter um governo federal que recupere a dignidade dos trabalhadores, não só com políticas de geração de emprego e renda, que alcance um contingente cada vez maior de desempregados, mas também que lute para garantir um mínimo de direitos que assegurem uma melhor qualidade de vida e de cidadania &#8211; como o 13°, o direito às férias, ao descanso remunerado e à previdência social. São milhares de trabalhadores e trabalhadoras, na Bahia e no Brasil, dando uma importante demonstração de resistência e esperança nas ruas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2 &#8211; Como você visualiza/percebe a situação do mercado de trabalho hoje?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Infelizmente, andamos para trás. O Brasil que já experimentou o que o Banco Mundial chamou de “Década de Ouro” com os governos do PT, com o pleno emprego, a retirada do Brasil do mapa da fome, um processo de inédito de inclusão social e de combate às desigualdades, hoje se depara com um assustador retrocesso. O desemprego, a inflação na casa dos 12%, o aumento do preço dos alimentos, a política de dolarização dos combustíveis, tudo isso impacta de forma muito forte o mercado de trabalho. E não são apenas os trabalhadores informais ou os mais pobres que sofrem, não. Mesmo a classe média tem sentido os impactos da alta dos planos de saúde, da mensalidade escolar, da falta de novos concursos públicos ou da queda da venda no comércio. As oportunidades de negócio diminuíram, os empregos estão escassos, o Brasil está na contramão. Com Lula havia crédito, direitos e oportunidades para todos, sobretudo aos que mais precisam. É preciso retomar nossa capacidade de investir na base da pirâmide, colocar dinheiro na mão do povo, com política de inclusão mas principalmente com emprego, para nosso país voltar a crescer e as famílias experimentarem novamente a prosperidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3 &#8211; O que esse ato reivindica para o trabalhador?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Essa agenda da retomada do crescimento econômico, do desenvolvimento social e da prosperidade. Quando os trabalhadores e trabalhadoras ocupam as ruas do Brasil em defesa do emprego e dos direitos trabalhistas, não é somente um movimento de classe, é uma agenda em defesa do país. O que é que o golpe na Presidenta Dilma prometia? Que com o afastamento do PT, a retirada de direitos trabalhistas e previdenciários, a “Uberização” do mercado de trabalho, o país iria crescer. E o que assistimos foi justamente o contrário. Mentiram para a sociedade brasileira por uma sanha pelo poder e para manter a margem de lucros de setores financistas. A lógica foi assegurar lucro para acionistas, colocando os mais pobres para pagar a conta. É um absurdo vermos jovens trabalhando para aplicativos de entrega de comida enquanto suas próprias famílias sentem a volta da fome. Defendemos uma outra agenda, a inversão dessas prioridades, insisto, com crescimento econômico sim, mas com a retomada dos direitos, a distribuição de riquezas e oportunidades para todos.</p>
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<p><strong>4 &#8211; O ato também é realizado para protestar contra os retrocessos na área trabalhista, promovidos pelos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, a exemplo das reformas previdenciária e trabalhista. Dentre os retrocessos, estão o fim da carteira assinada para muitos brasileiros. Em prol de mudar essa realidade, o quão importante é a eleição presidencial este ano?</strong></p>
<p><strong>Éden Valadares &#8211;</strong> Fundamental. Repare, quase a totalidade destas legislações e iniciativas são exclusivas do âmbito federal. Portanto, retomar o governo central e eleger bancadas para a Câmara e o Senado comprometidas com essa agenda deve ser tarefa fundamental para os trabalhadores, os partidos de esquerda e todo o campo democrático no Brasil. Claro, a sociedade brasileira quer derrotar o bolsonarismo e seus métodos de mentira, de Fake News, de expediente do ódio e desumanidade. Mas é preciso também acumular forças para derrotar Paulo Guedes e sua agenda neoliberal. Que é essa da retirada dos direitos, do desmonte da Petrobras e do Estado Brasileiro, da volta da fome e da inflação. O Brasil está numa encruzilhada. De um lado o aprofundamento da agenda de desemprego e da crise. De outro, a reconstrução do país com inclusão e desenvolvimento. Neste sentido, a eleição de Lula para a Presidência toma uma dimensão central.</p>
<p>O post <a href="https://www.ptbahia.org.br/entrevistas/importante-para-demarcar-uma-posicao-de-resistencia-e-de-esperanca-afirma-eden-sobre-atos-no-dia-do-trabalhador/">“Importante para demarcar uma posição de resistência e de esperança”, afirma Éden sobre atos no Dia do Trabalhador</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.ptbahia.org.br">PT - Bahia</a>.</p>
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