X

RESOLUÇÃO POLÍTICA ESTADUAL – DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES DA BAHIA

Data de publicação: 04/01/2026
  1. O Brasil se insere em uma conjuntura global de profundas transformações, marcada pelo avanço global da extrema-direita, pela crise da ordem política e econômica mundial e pela intensificação das tensões geopolíticas estruturais. É importante destacar que a contradição fundamental de nossa época se dá entre o imperialismo norte-americano e o bloco capitaneado pela China. Apesar de ambos atuarem no sistema internacional capitalista, a China se apresenta como uma força contra-hegemônica com maior respeito à soberania dos povos e, até o momento, atuando como parceiro comercial sem imposição de agendas econômicas.
  2. As disputas na Geopolítica internacional e as turbulências EUA-BRICS que geram a disputa do Mundo Unipolar em contraposição ao Multilateralismo estão na Ordem do Dia. O cenário é de manifestas ameaças à América Latina, sejam os tarifaços ou mesmo ameaças bélicas, que indicam a possibilidade de interferências externas nas eleições nacionais próximas com tentativas de desestabilização, inclusive com guerra híbrida, para as quais devemos estar mobilizados e preparados.
  3. A articulação de forças autoritárias que se manifesta nos Estados Unidos (Trumpismo), na Europa (setores neofascistas) e na América Latina (ultradireita na Argentina e em El Salvador e segmentos antidemocráticos em diversos países) exige do Partido dos Trabalhadores uma análise aprofundada e uma estratégia clara de enfrentamento.
  4. A política externa soberana do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recoloca o país no centro do debate global. Seu papel é evidenciado nos discursos na ONU, nas articulações do G20, BRICS e COP30, exigindo do PT uma política externa ativa e altiva, especialmente na América Latina, onde o diálogo e a diplomacia são a única saída construtiva para as crises. Reafirmamos nossa posição contra as ameaças dos EUA à soberania da Venezuela, pois o povo venezuelano deve determinar seus próprios rumos. Também nos posicionamos contra qualquer atuação militar imperialista em solo latinoamericano, bem como contra a nova doutrina Monroe do trumpismo que
    visa tratar a grande pátria latinoamericana como quintal dos Estados Unidos.
  5. O PT Bahia reitera sua solidariedade, condenando o genocídio do povo palestino e exigindo o fim imediato dos ataques e da ocupação. A exigência do Partido ultrapassa um cessar-fogo, como o ocorrido em outubro, e visa o cumprimento das decisões da Corte Internacional de Justiça e a plena garantia do direito à autodeterminação da Palestina.
  6. O Governo Lula vem acumulando conquistas inegáveis que demonstram a capacidade de melhorar concretamente a vida do povo e de gerar crescimento com justiça social. O Brasil saiu, pela segunda vez, do Mapa da Fome. A redução da pobreza e da desigualdade atingiu o menor nível em 30 anos (Ipea). O excelente resultado da inflação de alimentos; os dados do Novo Caged confirmam baixíssimos níveis de desemprego e alta disponibilidade de vagas; a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil é uma vitória histórica que valoriza o trabalho e reduz desigualdades.
  7. A ordem democrática foi afirmada com a investigação e punição dos responsáveis pela tentativa de golpe, sendo a prisão de Jair Bolsonaro e de quatro generais por tentativa de golpe, um fato inédito e uma vitória da democracia. Embora o bolsonarismo siga articulado e alinhado à extrema-direita internacional, a punição demonstra que o governo e o povo, caminhando juntos, podem enfrentar interesses poderosos e defender a democracia. Em que pese a recente aprovação do PL da Blindagem e da
    “Dosimetria”, derrotaremos nas ruas essa agenda de privilégios e impunidade. Assim, o PT Bahia convoca toda a sua militância a participar ativamente da construção dos atos de 14 de dezembro de 2025, contra a Blindagem, contra a Anistia e contra o Marco Temporal aprovado no Senado.
  8. A conjuntura nacional é marcada por tensões. Setores da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (laboratório do projeto neoliberal e privatista), atuam para sabotar políticas federais estratégicas. A instabilidade é produzida deliberadamente por um Congresso controlado por setores conservadores e fisiológicos que se apropriam do orçamento via emendas, numa lógica de extorsão que tenta esvaziar o presidencialismo. A derrubada dos vetos presidenciais no “PL da Devastação” é um exemplo trágico dessa ofensiva. Outro exemplo nítido é a recente votação sobre o marco temporal que, sob a justificativa da segurança jurídica, tenta romper os
    acordos de cidadania firmados na constituição de 1988 e atacar direitos dos povos originários.
  9. É fundamental diagnosticar a relação entre os recentes acontecimentos e a instabilidade no congresso: a utilização da Faria Lima para lavar dinheiro do crime organizado (inclusive com fundos ligados ao Banco Master); a interdição de uma fábrica clandestina de fuzis em São Paulo; a operação contra a devedora contumaz Refit; o escândalo do próprio Banco Master que poderia, se não fosse parado, colocar em risco a liquidez da economia Brasileira; e o escândalo do suposto envolvimento de figuras da ALERJ com o
    crime organizado desencadearam uma reação desesperada da Direita Brasileira. O inegável envolvimento de Ibaneis, Tarcísio e Cláudio Castro e outros bolsonaristas com o Banco Master deixam uma dúvida permanente sobre qual o envolvimento desses atores com as operações. A reação da Direita Brasileira com a PEC da Blindagem, que foi derrotada nas ruas; a tentativa de enfraquecimento da Polícia Federal promovida por Derrite ao tentar distorcer o PL antifacção; e a recente Blindagem 2.0, disfarçada de
    dosimetria, que visa reduzir pena daqueles envolvidos com crimes de colarinho branco são demonstrações do compromisso da direita brasileira não com nosso povo, mas com a agenda do crime e dos privilégios.
  10. A escalada de feminicídios, que registrou números chocantes ao longo de 2025 no Brasil, impõe o combate ao machismo estrutural como uma prioridade inadiável do Partido dos Trabalhadores. Essa violência exige uma ação política profunda, integrada e com perspectiva de raça e gênero. Neste sentido, a Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, realizada em Brasília em novembro de 2025, estabeleceu-se como um instrumento fundamental de mobilização e um alicerce central na agenda
    petista, ao denunciar a violência e projetar um futuro de direitos. É imperativo que o PT e sua militância se somem ativamente às mobilizações nacionais por Mulheres Vivas, reafirmando que proteger vidas e construir o Bem Viver são projetos políticos urgentes.
  11. O 8º Congresso Nacional do PT, em abril, será o principal marco político-organizativo para o próximo ciclo. Nosso programa deve expressar a atualização estratégica do PT diante da crise estrutural do capitalismo, o que implica defender o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, a transição energética justa como motor da reindustrialização, uma reforma tributária progressiva e a redução drástica dos juros reais, enfrentando o rentismo que limita o crescimento econômico. É papel do PT propor ao Governo direcionar os Bancos Oficiais para uma nova guerra contra o Spread bancário.
  12. A soberania nacional no século XXI passa pela soberania digital. É urgente a regulação das big techs para combater a desinformação, garantir a transparência algorítmica e construir capacidades tecnológicas próprias.
  13. No campo da segurança pública, o PT reafirma a necessidade de um Ministério da Segurança Pública e de uma política nacional integrada, focada em inteligência, investigação e combate ao financiamento do crime organizado, bem como da ocupação permanente dos territórios com base na consolidação de uma cultura de paz. Além disso, defendemos a federalização das investigações das chacinas, como as da penha/alemão e outras, a fim de punir mandantes e executores. só com a federalização haverá justiça, como demonstrado no caso do assassinato de Marielle.
  14. A recuperação da racionalidade do Estado exige a reforma política, com ênfase no financiamento público de campanhas e no voto em lista fechada com paridade e cotas etnorraciais e de juventude e proporcionalidade na representação (1 pessoa, um voto). É a perspectiva de uma reforma política que, apoiada em um movimento popular por uma plataforma de reformas e de soberania nacional, pode desembocar em uma constituinte soberana que acabe com as emendas parlamentares e adote o imposto sobre grandes
    fortunas (igf), a revogação das contrarreformas, o fim da escala 6×1, o fim do art. 42, a reforma agrária e a reforma do judiciário. uma nova política econômica que derrube os juros com o controle de capitais, regule e taxe as “big techs”, defenda as terras raras e garanta verbas para saúde, educação, moradia e saneamento, pleno atendimento ao migrante, assistência aos quilombos e indígenas e proteção das florestas etc.
  15. Na análise do momento em nível estadual, o PT da Bahia reitera que o projeto de desenvolvimento liderado pelo Governador Jerônimo Rodrigues se demonstra superior à proposta da oposição, notadamente do Carlismo, por priorizar as necessidades populares. Critica-se, neste sentido, a postura de ACM Neto e setores da oposição que sistematicamente atacam o Governo Federal de Lula, uma gestão que tem gerado benefícios concretos e mensuráveis à vida da população baiana e brasileira.
  16. A centralidade da nossa tática está na reeleição de Jerônimo Rodrigues Governador, aglutinando o máximo de forças políticas e sociais. Isso é crucial, pois, além da continuidade do projeto que está transformando a Bahia, aqui é também um centro político decisivo para as eleições nacionais, sendo, portanto, lugar estratégico para o xadrez Geopolítico continental, pois o Brasil, além de ser o “B” dos BRICS, é o País âncora do Mercosul. Nesse sentido, é essencial garantir as margens de vantagens de votos para a nossa candidatura presidencial na Bahia, pois isso tem repercussão direta no resultado eleitoral nacional, e, por consequência, na conformação política no
    Continente.
  17. Ademais, salienta-se o contraste entre a gestão Estadual e a municipal na capital. Na área da Saúde, os investimentos e a expansão da rede por parte do Governo do Estado (com a entrega de Policlínicas e Hospitais Regionais) configuram um avanço em contraponto à situação da capital. Ainda na área da saúde vale destacar que a Capital é responsável por rebaixar os índices estaduais de cobertura pela atenção básica.
  18. O mesmo se aplica à Educação Básica, onde o Governo Estadual implementa a política de escolas de tempo integral e requalifica a rede,
    elevando a qualidade do ensino, em franco contraste com a situação municipal. Importante destacar que o Governo do Estado fica obrigado a ofertar escola de nível fundamental pela falta de vontade política da Prefeitura em atender as demandas básicas de seus próprios munícipes.
  19. É imperativo valorizar o projeto de Jerônimo Rodrigues, que se materializa nas escolas de tempo integral, na infraestrutura (asfalto e obras estruturantes) e na ampliação da rede de policlínicas.
  20. Ao longo de quase 20 anos de coalizão liderada pelo PT, a Bahia alcançou avanços que a recolocaram no mapa do desenvolvimento nacional. Isso inclui a consolidação das escolas de tempo integral (com 229 novas escolas de alto padrão e R$ 11,6 bilhões em investimento), a interiorização da medicina de imagem com Policlínicas e Hospitais Regionais, além de investimentos em
    infraestrutura e o fortalecimento do municipalismo solidário com a entrega de asfalto e obras estruturantes.
  21. Uma marca forte do nosso projeto democrático é a participação popular na elaboração do planejamento orçamentário. Para tal, é essencial o fortalecimento das políticas dos territórios de identidade, garantindo a sua condição de unidade de planejamento do Estado, e consolidar essa política, seja no PPA, como no plano estratégico Bahia 2050 e no PGP, que alimentará a construção do nosso programa de governo, com efetiva participação popular.
  22. Persistem, contudo, lacunas históricas (obras ferroviárias, deficiências portuárias, efeitos da privatização da Eletrobras/Chesf, e industrialização em geral) que devem ser enfrentadas com a sinergia entre o Governo Jerônimo e o Governo Lula, por meio do Novo PAC e da Nova Indústria Brasil (NIB).
  23. Além de democratizar o estado, quebrando a hegemonia do poder oligárquico que dominou a Bahia por mais de 40 anos, o PT e a esquerda, junto com os aliados do centro democrático, devem assumir o processo de renovação política que expressa a liderança emergente de Jerônimo Rodrigues, o Governador que conduz um projeto arrojado de modernização da Bahia com destaque para: a transição energética, com energias limpas e renováveis que lideramos no País; o resgate do transporte sobre trilhos, como o Metrô, VLT, e ainda os projetos das ferrovias reconquistadas depois de muita luta contra forças poderosas do Sudeste, e retomamos a Bahia-Minas (FCA) e o entroncamento da FIOL-FICO, viabilizando o novo Porto Sul em Ilhéus, e o acesso ferroviário ao complexo portuário da Bahia de Todos os Santos (Salvador, Aratu).
  24. A economia e os serviços públicos ganharam novo impulso no Estado com os investimentos que transformaram as política de saúde pública com as policlínicas, hospitais com UTI, UPAS e UBS, na maioria das regiões; as modernas escolas de tempo integral, com multiusos por todo o estado e por último o fantástico avanço das agroindústrias da agricultura familiar que revolucionam o semi-árido e reacendem sistemas produtivos históricos do estado, como as bacias leiteiras, o cacau-chocolate, o mel e a caprino–ovinucultura; são exemplos dos avanços nas políticas públicas que transformam a Bahia e fazem dignidade ao nosso povo.
  25. A materialização do nosso projeto de sociedade vem ocorrendo no nosso estado e nos municípios onde o PT exerce governança ou integra a gestão. Torna-se imperativo, portanto, sustentar os pilares inegociáveis da nossa legenda, como a defesa intransigente da democracia, a garantia dos direitos humanos e dos direitos sociais e, o combate ao racismo, à LGBTfobia e ao machismo.
  26. No desenvolvimento econômico, atividades produtivas com potencial impacto socioambiental exigem responsabilidade redobrada de nossas gestões governamentais. Isso requer a continuidade de mecanismos de escuta ativa e mediação de conflitos junto às populações afetadas, com especial atenção aos territórios de povos e comunidades tradicionais. Simultaneamente, o desenvolvimento social no Estado está alicerçado na sobrevivência digna do nosso povo e na autonomia econômica, reafirmando como eixos básicos a geração de empregos, a habitação popular e a reforma agrária.
  27. A segurança pública é um problema nacional complexo, que na Bahia se agrava devido às suas características geográficas. O Governo Jerônimo Rodrigues tem enfrentado a questão com o Programa Bahia pela Paz, focado na prevenção social e na redução da violência letal, o que resultou em uma queda de 7,3% no número de mortes violentas no primeiro semestre de 2025 no estado, e 16,6% em Salvador. Devemos continuar trilhando o caminho em prol da segurança cidadã e da mediação de conflitos nas áreas vulneráveis,
    sem perder de vista que o coração político e financeiro do crime organizado está nos condomínios de luxo e na Faria Lima. É fundamental ampliar a presença do Estado nas áreas mais vulneráveis e apoiar a Política Estadual de Alternativas Penais. Além de garantir que todo o efetivo da PM tenha câmeras corporais em um curto prazo, transferir a direção do comando de inteligência para o controle civil e adotar um plano urgente que ponha fim à violência policial nas comunidades da cidade e do campo.
  28. O terceiro ano do governo Jerônimo Rodrigues se consolida em gestão e liderança política. Nas eleições municipais de 2024, o PT obteve um desempenho significativamente superior ao de 2020, saltando de 32 para 50 prefeituras e conquistando 65 vice-prefeituras, com destaque para a vitória na estratégica cidade de Camaçari. O resultado consolida o PT como pilar da coalizão governista estadual e a boa gestão do governador mantém altos índices de aprovação.
  29. A partir da compreensão de que a força eleitoral do PT é resultado de sua força social, a atual Gestão da Direção Estadual do PT (desde Set/2025) tem atuado com foco na organização territorial, na escuta da base e na articulação estratégica, com 21 Encontros Territoriais e instalação de Colegiados. No balanço, registra-se a realização de encontros setoriais em todas as secretarias e setoriais do partido, configurando um avanço na reorganização.
  30. É fundamental construir uma aliança com base em uma plataforma política que integre as mais profundas demandas do povo trabalhador, amplie a garantia dos direitos, retome o protagonismo do estado por meio da retomada de empresas privatizadas, amplie os concursos e os serviços públicos e adote outras medidas que taxem os super-ricos para aumentar o orçamento das políticas públicas e dos programas sociais. Por isso, todo o nosso esforço se concentrará na unidade da frente política em torno das candidaturas de Lula
    Presidente e Jerônimo Governador, buscando compor uma chapa majoritária representativa e competitiva, que expresse as forças políticas da aliança que compõem o projeto político liderado por Lula no Brasil e por Jerônimo na Bahia.
  31. A intensa articulação política com pré-candidatos e lideranças da base aliada visa a construção de chapas competitivas para 2026. O sucesso em 2026 exige um PT forte, unificado, coeso e profundamente enraizado na vida da classe trabalhadora baiana.
  32. A ampliação da força popular do Partido dos Trabalhadores da Bahia, essencial para a defesa dos nossos governos e a vitória em 2026, exige um profundo esforço de reorganização partidária e enraizamento na base. É fundamental construir um novo pacto dirigente que garanta a unidade interna, respeite a pluralidade e reforce a autonomia política do PT como força de vanguarda das lutas sociais.
  33. A tarefa central do Partido é organizar núcleos de base e promover a renovação geracional de práticas, buscando o diálogo horizontal com os movimentos populares e a classe trabalhadora em toda a sua diversidade. Para concretizar esse enraizamento e qualificar a ação, a nova gestão estadual priorizou a instalação de Colegiados Territoriais nos 27 Territórios de Identidade, visando a descentralização, o acompanhamento político dos municípios e a articulação direta entre a base e a direção.
  34. Além disso, o Partido investe na formação política contínua e na comunicação, com a criação dos Coletivos de Comunicadores Populares, essenciais para construir uma política que supere o personalismo e combata ativamente a desinformação da extrema-direita, focando na ação coletiva e na valorização do nosso legado.
  35. Para coordenar a disputa do próximo ciclo, a gestão instaurou o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), responsável por definir a estratégia de 2026, que tem como pilares inegociáveis as reeleições de Lula e Jerônimo e Wagner; a eleição de Rui Costa na outra vaga ao Senado; e a ampliação das nossas bancadas nos Legislativos Federal e Estadual. Complementarmente à tática eleitoral, o PT deve se posicionar como protagonista da governança estadual, atuando como ponte entre o governo, movimentos sociais e Universidades, garantindo que o programa do Partido esteja plenamente alinhado aos desafios contemporâneos e às demandas da maioria do povo baiano.
  36. A tarefa principal do Partido dos Trabalhadores para o próximo período é a eleição de 2026, que assume um caráter decisivo para a continuidade do projeto democrático-popular. A estratégia deve ser construída em palanques amplos e fortes, articulando a vitória presidencial com o fortalecimento inédito da nossa representação no Legislativo.
  37. Também como tarefa prioritária desta direção, estabelece-se o pleno funcionamento dos setoriais do partido: que realizem reuniões frequentes, elaborem análises de conjuntura e, sobretudo, que assumam o protagonismo no próximo ano na construção dos programas de governo de nossas candidaturas majoritárias.
  38. É também fundamental aprofundar o debate sobre o regramento da Federação Partidária, tendo em vista a proximidade do pleito eleitoral e os desafios experimentados no último período. Visto que a Federação tende a ser mantida e ampliada, o PT da Bahia posiciona-se pela urgência na composição dos Diretórios Estaduais e Municipais da Federação, mediante o respeito estrito à proporcionalidade decorrente do tamanho dos partidos para que não haja equiparação de peso deliberativo entre legendas de menor
    expressão e o PT. A mesma atenção deve ser dispensada ao regulamento e tratamento das questões internas da federação, a exemplo do código de ética das filiações de última hora de detentores de mandato nos partidos federados, prática que pode impactar negativamente o resultado eleitoral de nossa agremiação e criar distorções que desrespeitem a vontade do eleitor.
  39. O PT da Bahia tratará a reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues como prioridade máxima.
  40. A disputa pelo Senado, agora com duas vagas em jogo, assim como a ampliação das nossas bancadas, assume caráter estratégico. Ampliar a diferença de votos do presidente Lula, fortalecer as bancadas federais e do Senado e assegurar ao governador Jerônimo uma bancada do PT maior na Assembleia Legislativa exige a combinação de chapas proporcionais altamente competitivas para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, com a construção de uma chapa majoritária ao Senado que garanta a reeleição do senador Jaques Wagner e a eleição do ministro Rui Costa. A força no Legislativo é condição fundamental para a estabilidade política e para a aprovação de reformas de caráter progressivo. Nesse sentido, o PT precisa articular uma ação política capaz de recuperar sua força
    social, formar novas lideranças e preparar novas candidaturas. No processo de renovação da Federação Brasil da Esperança, é essencial debater critérios rigorosos para as candidaturas e assegurar o cumprimento das cotas de gênero nas chapas.
  41. O Programa Eleitoral para 2026 na Bahia deve ser a base para uma ampla aliança social e política. Apresentaremos uma plataforma política com um programa de reformas estruturais para a Bahia, priorizando: renda, moradia, emprego, educação, segurança pública democrática, e proteção social para o trabalho mediado por plataformas. É crucial garantir uma comunicação direta e eficaz que utilize a linguagem do povo, valorize o legado de nossos governos e traduza nossas vitórias institucionais em benefícios reais para a
    população.
  42. Reeleger Lula, Jerônimo e Wagner, eleger Rui Costa e construir bancadas fortes e coesas, são os pilares para consolidar a vitória do projeto de democracia e justiça social em 2026.

    Salvador, 13 de Dezembro de 2026 Diretório Estadual do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores

Icones para bombou na rede

BOMBOU
NAS REDES

Confira memes e outros conteúdos que estão quebrando a internet

Icones para kit digital

KIT DIGITAL
PT BAHIA

Quer mostrar seu apoio ao PT Bahia nas ruas e nas redes?

Estrela do PT
Faça parte do partido que é

orgulho para a Bahia
e exemplo para o Brasil

Filie-se ao PT