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Ciclo Virtuoso – Artigo de Jaques Wagner

Última atualização: 18 de novembro de 2022

A realização da 27ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP27, em Sharm el-Sheikh, no Egito, marca para o Brasil um importante momento de retomada da sua posição de prestígio diante da comunidade internacional. A maior prova disso foi a tão esperada participação do presidente Lula, celebrada por representantes de todos os países e lotando os espaços do evento.

Impressionante perceber que, mesmo antes de tomar posse novamente como presidente da República, Lula já é tratado com o respeito e a admiração só conferidos a um verdadeiro estadista. Por conta disto, ele já iniciou sua missão de recuperar na COP27 o protagonismo que o Brasil deixou de exercer nos últimos anos, devido à má condução das questões climáticas pelo atual governo.

Como presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal, tive a oportunidade de estar nesta COP e apresentar o resultado dos trabalhos desenvolvidos pelo colegiado nos últimos dois anos. Entre eles, a nossa participação no Observatório Parlamentar de Mudança Climática e Transição, iniciativa da CEPAL/ONU, com o objetivo de trocar experiências com parlamentares da América Latina e do Caribe, sobre legislações ambientais.

Além disso, falei sobre o Fórum da Geração Ecológica, que encaminhou ao Congresso mais de 30 propostas de lei voltadas para a área ambiental, pensadas por 42 representantes da sociedade civil. Após 12 meses de trabalhos intensos, apresentamos um arcabouço legislativo para ajudar o nosso país a caminhar com o restante do mundo no sentido de proteger o Meio Ambiente e o Planeta Terra, além de limitar os efeitos do aquecimento global.

Também participamos de debate com o Greenpeace sobre medidas de proteção da biodiversidade brasileira, que é a maior do planeta. Entre outros pontos, discutimos uma das pautas prioritárias desta Conferência: o financiamento climático. Fica evidente que é fundamental que os países desenvolvidos cumpram a promessa de destinar verbas para ajudar, principalmente, países em desenvolvimento e populações que mantêm a floresta em pé e se encontram em situação de maior vulnerabilidade em relação aos impactos da crise climática.

Dialogamos com delegações de vários países e com representantes de importantes empresas. Esses encontros, sem dúvidas, acontecerão agora com maior frequência para voltarmos a fortalecer os laços do Brasil com o mundo. A partir de janeiro, o Brasil estará com todos os países da América Latina e do Caribe no trabalho de contenção do aquecimento global.

Assim como aconteceu em 2021, na Escócia, o encontro sediado este ano no Egito provou-se fundamental para repactuarmos metas fundamentais para garantir a sobrevivência do planeta e o futuro das próximas gerações. Espero que com as decisões e novos acordos firmados, possamos evoluir com os objetivos propostos e transformar em realidade o compromisso assumido para mitigar os estragos provocados pelas mudanças climáticas.

Sinto-me esperançoso, portanto, com o que o próximo governo Lula será capaz de produzir, principalmente em relação à questão ambiental. Tenho certeza de que o Brasil voltará a assumir uma posição relevante no plano internacional e se mostrará capaz de liderar globalmente a agenda de enfrentamento às mudanças climáticas.

Durante toda a sua campanha, o presidente Lula reiteradamente se comprometeu a colocar este desafio no centro da sua política de governo. Ele já garantiu que a pauta ambiental terá máxima prioridade e que não há segurança climática para o mundo sem a Amazônia protegida. “Não existem dois Brasis, nem dois planetas Terra. Precisamos de mais empatia e mais confiança entre os povos. Superar e ir além dos interesses nacionais imediatos, para sermos capazes de tecer coletivamente uma nova ordem internacional que reflita necessidades para o presente e o futuro”, afirmou Lula em seu pronunciamento, na COP, no espaço da ONU.

Voltaremos, enfim, a ter um ambiente de diálogo mais saudável no Brasil. E a própria COP demonstrou que diversas entidades ambientais já se mostram confiantes e dispostas a trabalhar conosco. Como a Noruega que voltará a colocar recursos no Fundo Amazônia, visando reduzir o desmatamento e contribuir para a preservação da maior floresta tropical do planeta.

A COP27, portanto, se consolida como o prenúncio de um novo ciclo virtuoso. Com novas parcerias e acordos, com a possibilidade do Brasil voltar a mediar negociações, liderar ações e a ser tratado com prestígio e credibilidade. Aos olhos do mundo, nos tornamos novamente capazes de construir um país da diversidade, da agricultura de baixo carbono, das cidades sustentáveis, do respeito aos povos tradicionais, indígenas, quilombolas e de todo o povo brasileiro. E é assim, sob a liderança do presidente Lula, que voltaremos a sorrir e a inspirar o mundo novamente.

Jaques Wagner
Senador da República (PT-BA), presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado Federal
Artigo publicado na revista Carta Capital, em 18/11/22

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