| Fim de jogo. A Copa da África do Sul terminou com o título inédito da Espanha e deixa um saldo que vai além do futebol. O continente negro promoveu pela primeira vez o maior evento do esporte. Dificuldades foram muitas, ninguém tinha dúvida de que isso aconteceria, afinal, a sede do derrotado regime de apartheid ainda sofre as conseqüências do processo histórico de exclusão social da maioria do seu povo. Cabe a África do Sul lutar para que a estrutura erguida para a Copa sirva agora ao povo daquele país
A tolerância da FIFA com as deficiências sul-africanas não se repetirá com o Brasil em 2014. O nosso país joga um papel destacado nas relações econômicas e políticas internacionais, portanto, terá uma cobrança muito maior em quesitos que passaram em brancas nuvens durante o torneio de 2010: Estádios, Aeroportos, estradas, transporte público de massa, hotelaria, telecomunicações e energia, serão aspectos observados com um rigor padrão Europa.
A realização do evento futebolístico no nosso país é uma oportunidade extraordinária de alavancarmos o desenvolvimento nacional, mediante a desobstrução de gargalos que até hoje impossibilitam um maior ritmo no progresso do país. Contudo, o esforço governamental em conjunto com a iniciativa privada será determinante para a execução dos projetos elaborados para viabilizar a vitória da candidatura do país.
Até lá nossa torcida é pela sensatez ainda distante dos dirigentes do futebol brasileiro em sintonia com o empenho dos entes governamentais responsáveis pela estruturação das praças que receberão a já tão aguardada Copa de 2014. Vamos lá Brasil! Essa será a nossa Copa.
Fabio Pereira (Fabão) é presidente do PT em Camaçari.
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