| A eleição de 2010 acontece em um momento propício para a aceleração das mudanças democratizantes na política baiana. No Senado, duas cadeiras estarão em jogo. Por obra e graça dos bons ventos de liberdade que sopram em favor da boa terra, Pinheiro e Lídice surgem como nomes viáveis e consistentes para a Bahia de luta ocupar um pedaço generoso no espaço mais conservador do Congresso Nacional.
O Senado na prática serve atualmente como último refúgio de oligarquias regionais moribundas, grupos econômicos e políticos monopolistas que na defesa de seus privilégios se insurgem contra as mudanças mais profundas no país. A atual composição da casa está distante da heterogeneidade ideológica existente entre os brasileiros, com uma maioria parlamentar que não reflete o pensamento majoritário de nossa sociedade.
A manutenção do extenso mandato de 8 anos dos senadores e a renovação parcial da representação dos estados de 4 em 4 anos, contrariam o anseio popular por transformações mais céleres e estruturais no ordenamento social, político e econômico da nação, bem como impõem um descompasso com a atual correlação de forças políticas estabelecida pelo voto popular nas eleições.
A Bahia perde com o conservadorismo de sua representação vigente no Senado. Lá estão no fim do mandato dois legítimos símbolos do reacionarismo político derrotado pelo povo baiano nos últimos pleitos eleitorais: um substitui o falecido pai, bastião do coronelismo da política brasileira e outro preposto do mesmo pensamento e modus operandi decadentes.
A conjuntura é extremamente favorável às candidaturas de Pinheiro e Lídice, que poderão torna-se, respectivamente, o primeiro petista e a primeira mulher da Bahia no Senado, dando a nossa presença naquela casa o mesmo tom democrático que ecoa no estado desde a eleição de Wagner em 2006, defendendo nos debates dos grandes temas nacionais os legítimos interesses do nosso estado.
Fabio Pereira (Fabão) é presidente do PT em Camaçari. |