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08/02/2010
Uma Ponte... Um Ponto - Por Jonas Paulo


UMA PONTE... UM PONTO 

A Bahia, Estado e Cidade, deve dialogar com a Baía de Todos os Santos, sem nenhum agá. Um diálogo verdadeiro que faça a ponte entre o desenvolvimento, a preservação e a sustentabilidade, de forma democrática, participativa e equilibrada.
Discutir saveiros, crustáceos, despoluição da baía, segurança publica, estaleiros, manguezais, marisqueiras, gabarito de edificações, especulação imobiliária, terras de marinha, faixas costeiras, plano diretor de desenvolvimento urbano e plano viário. Falar muito de economia, cultura, turismo, meio-ambiente e principalmente de GENTE. Praias com esgotos, lixos plásticos, carros entulhados, sombra de prédio, barracas desordenadas, sem verde e balneabilidade..ninguém merece!
 Mangue... só os estuários naturais! Não se trata de um conservacionismo primitivo e inconseqüente, mas de um debate sobre um equipamento de altíssimo custo e de impacto profundo na economia, vida social, meio ambiente, relações de vizinhança e pertencimento, alem da questão paisagística, pois não se admite a colocação de um trambolho de ferro e argamassa que não dialogue com as belezas naturais da nossa baía e prime apenas pelo utilitarismo na circulação de veículos e mercadorias.
O assunto é do interesse da ilha, da alma nativa, do Recôncavo, de Salinas da Margarida, Saubara, Nazaré das Farinhas, e quiças... Morro de São Paulo e, Guaibim, pois o impacto e significativo nas comunidades e no ecossistema...
Nunca foi do estilo de Lula e Wagner empurrar “goela abaixo” qualquer assunto, eles vão debater e ouvir com sensibilidade social e ambiental, com inteligência urbanística e sentido humanista e compromisso com a sustentabilidade.
O que um muro separa, uma ponte une, seja qual for o porte, é assim na Ilha do Governador/Galeão, Barra dos Coqueiros/Aracaju; Floripa; Vitória/Vila Velha; Niterói ou lá fora em Nova York, Lisboa, ou Sidney... eu adoro Juazeiro, mas gosto de Petrolina. Que haja o debate, aflorando as paixões; os cuidados, as idéias e os interesses; mas, que envolva as populações nativas, construtores, ambientalistas, pescadores, prefeitos, vereadores, trade turístico, e que prevaleça o interesse público e coletivo, além do respeito à vida e à natureza.

Fonte: Jornal A TARDE 06/02/2010

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