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15/12/2009
Passado e compromisso

Passado e compromisso

Zezéu Ribeiro conclama o PT a uma reflexão sobre os rumos da eleição de 2010, defende chapa majoritária que expresse os compromissos históricos do partido e diz que não dá para encarar aliança com oportunistas. Leia mais...

O artigo

A eleição de Jaques Wagner, em primeiro turno, nas eleições para Governador da Bahia, afirmou o desejo coletivo, expressão da maioria do nosso povo de construir um projeto democrático e popular na Bahia, de transparência, de afirmação de direitos econômicos, sociais e culturais do nosso povo e de democratização das oportunidades.
Derrotamos politicamente as velhas oligarquias baseadas no arbítrio, na corrupção e na perseguição. Os derrotamos politicamente enterrando o “carlismo”, sua expressão máxima, mas não derrotamos a maneira patrimonialista da gestão pública.
Este é o desafio para a próxima eleição. Apresentarmos uma chapa majoritária que expresse as atuais conquistas do Governo Wagner ( e com capacidade de reconhecimento dos nossos erros) e com base política e social para afiançar as conquistas atuais e futuras.
Que faça o enfrentamento dos projetos em disputa e tenha a capacidade de superar a frágil institucionalidade do jogo de poder na Assembléia Legislativa; que estabeleça um diálogo com os diversos atores sociais e econômicos da nossa sociedade em prol do desenvolvimento do Estado com sustentabilidade ambiental e distribuição de riqueza.
Para isto é necessário uma chapa majoritária que tenha história e compromisso com esta luta, com capacidade de diálogo com a sociedade. Uma chapa que além do Governador Wagner incorpore nas candidaturas a vice e ao Senado, candidatos que expressem este projeto. Não dá para admitir alianças eleitorais com aqueles que se alinham de forma oportunista para a conquista de um mandato, que se locupletaram do cargo que ocupam em benefício próprio, que estarão, com certeza, do outro lado “passada a turbulência”.
É necessário também constituirmos um arco de alianças táticas nas coligações proporcionais que, respeitando a sua diversidade, garanta a densidade do projeto e a unidade do governo; construirmos duas ou três coligações agregadas em torno dos partidos que tenham participação na chapa majoritária, assegurando sempre que estas coligações se dêem conjuntamente no plano estadual e federal.
Esta é a compreensão da tática eleitoral para assegurarmos a implementação de um projeto para a Bahia, articulado ao projeto de afirmação do Brasil no concerto das nações, que permitirá o enfrentamento da direita conservadora na Bahia e no Brasil. Aqui e agora.

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